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Maria José funda lar para idosos como gesto de amor

12 mai 2014 - 13h00
(atualizado às 16h08)
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A interação entre os idosos e a juventude é uma das marcas do Lar desde a sua fundação, em 1994
A interação entre os idosos e a juventude é uma das marcas do Lar desde a sua fundação, em 1994
Foto: Divulgação

Moradora de São José dos Pinhais, Paraná, a técnica em Enfermagem Maria José da Silva Souza, 57 anos, faz trabalhos voluntários desde os 13. Casada e mãe de seis filhos, três deles adotivos, ela viu sua vida mudar radicalmente em 1994, quando trabalhava na Congregação Cristã do Brasil. Naquele ano, bateu a sua porta um senhor que precisava de ajuda. Como não havia mais espaço na sede da Congregação, Maria resolveu levá-lo para sua casa.

“Quando me dei conta, outros muitos idosos vinham me procurar. Era tanta gente abrigada, que estávamos dormindo quase na cozinha. As condições de vida começaram a piorar, até que resolvi abrir o Lar Jesus Maria José”, relata.

Lá se vão 20 anos e mais de 400 idosos auxiliados. Hoje a equipe de Maria José conta com 45 funcionários (registrados) e quatro voluntários, que atendem 96 idosos e oferecem consulta médica, musicoterapia, enfermeiros 24 horas à disposição, plantio de horta e atividades pedagógicas, como música, violão, pandeiro, trabalho de memória e festas em datas comemorativas. Há ainda serviço religioso, de caráter ecumênico. 

“É a coisa que eu mais gosto de fazer. A cada dia que recebo um idoso, é como se fosse um nascimento de um novo filho. Tenho muito amor e afeto por cada um deles”, conta. “Sempre que posso, peço ‘venha nos visitar, trazer amor e carinho’, que é o que os idosos mais precisam. As pessoas podem ‘doar seu coração’, pois é disso que eles mais necessitam no momento.”

Um convênio com a PUC de Curitiba leva, mensalmente, até 40 alunos por mês para o Lar Jesus Maria José, dos mais diversos cursos (Enfermagem, Agricultura, Medicina, Pedagogia), para auxiliar os moradores.

Solidariedade vem de longe

Maria José diz que muitos dos idosos que batem às portas do Lar não têm parentes e, em alguns casos, nem sabem do paradeiro do restante da família. “Já tivemos idosos deixados em caixas de papelão ou na rodoviária. É muito triste. Mas hoje contamos com a ajuda da cidade toda, pois todos já nos conhecem.”

“Nos fins de semana, cerca de 400 pessoas deixam Curitiba para nos visitar e passar o dia conosco, o que deixa o local bem movimentado.”

Sem fins lucrativos, o Lar criado por Maria José vivia até 2013 de doações, bingos, rifas e bazares. Neste ano, firmou um convênio com a prefeitura local para receber apoio financeiro e mais divulgação.

Fonte: Dialoog Comunicação
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