Mala com R$ 429 mil é arremessada de edifício durante operação da Polícia Federal
Além do montante em espécie, a PF realizou buscas em Itapema, onde apreendeu documentos e dois veículos de luxo. Um desses automóveis, registrado em nome de uma empresa ligada aos irmãos Schmitz, era de uso frequente do ex-presidente do Rioprevidência
A terceira fase da Operação Barco de Papel, conduzida pela Polícia Federal (PF), registrou o descarte de uma mala contendo R$ 429 mil em espécie durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. O episódio aconteceu no centro de Balneário Camboriú, Santa Catarina, quando o objeto foi lançado do 30º andar de um edifício, atingindo a área de um prédio vizinho.
De acordo com apurações da TV Globo, o responsável por arremessar os valores foi Igor Paganini. Inicialmente, ele não era o alvo da operação; os agentes federais estavam no local para cumprir mandados contra outro suspeito de lavagem de dinheiro. Diante do flagrante, Paganini passou a ser investigado pela corporação e teve seu aparelho celular apreendido para perícia. A mala utilizada para o transporte do dinheiro ficou destruída com a queda.
A Polícia Federal apura a legalidade de investimentos que somam aproximadamente R$ 1 bilhão feitos pelo Rioprevidência no Banco Master. A investigação foca em nove aplicações realizadas entre 2023 e 2024 que, segundo a tese policial, poderiam oferecer riscos ao fundo que atende 235 mil aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro.
A operação já resultou em medidas contra figuras da cúpula do órgão e empresários:
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Deivis Marcon Antunes: Ex-presidente do Rioprevidência, já detido em fases anteriores.
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Rafael e Rodrigo Schmitz: Investigados por suposta obstrução de justiça e ocultação de provas.
Além do montante em espécie, a PF realizou buscas em Itapema, onde apreendeu documentos e dois veículos de luxo. Um desses automóveis, registrado em nome de uma empresa ligada aos irmãos Schmitz, era de uso frequente do ex-presidente do Rioprevidência.
O Rioprevidência declarou estar à disposição das autoridades e assegurou que o pagamento dos beneficiários não está em risco. Igor Paganini não se manifestou sobre o ocorrido. A Polícia Federal segue com as diligências para identificar a origem exata do dinheiro arremessado e sua conexão com o suposto esquema financeiro.