Mais de 1.300 empregos em Risco: Sindicatos tentam barrar fechamento de Fábrica de Pneus no RS
Entidades propõem lay-off e buscam apoio governamental para evitar a demissão em massa na unidade da Prometeon, que já vinha operando com turnos reduzidos na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Ameaçada pela concorrência chinesa e com 25% de ociosidade, a fábrica de pneus Prometeon planeja fechar sua unidade em Gravataí (RS), colocando em risco cerca de 1.360 empregos diretos e milhares de indiretos. Diante da iminente demissão em massa, sindicatos mobilizam assembleias e propõem alternativas como lay-off e PDV. Enquanto isso, o governo estadual e a prefeitura atuam como mediadores nas negociações com a multinacional, buscando incentivos fiscais para manter as atividades na região.
O alerta de fechamento da fábrica de pneus Prometeon, instalada há mais de cinco décadas em Gravataí (RS), desencadeou uma mobilização de emergência entre as entidades de classe. A unidade, que produz pneus para veículos de carga e maquinário agrícola, conta com cerca de 1.360 funcionários diretos. O encerramento definitivo das atividades também ameaça dizimar milhares de postos de trabalho indiretos que dependem do complexo industrial, englobando áreas de logística, transporte, serviços e fornecimento de suprimentos regionais.
Diante do risco iminente de demissão em massa, os sindicatos que representam a categoria organizaram assembleias para traçar estratégias de negociação com a diretoria da multinacional. Como tentativa de preservar os vínculos empregatícios enquanto uma solução definitiva não é alcançada, as lideranças trabalhistas colocaram na mesa alternativas como a aplicação do lay-off — a suspensão temporária dos contratos de trabalho amparada por qualificação profissional — e a estruturação de Planos de Demissão Voluntária (PDV) com pacotes de benefícios estendidos para reduzir o impacto social.
A tensão entre os trabalhadores já vinha crescendo nos últimos meses. Devido à alta ociosidade da planta, que chegou à marca de 25% da capacidade total, a Prometeon já estava implementando paralisações temporárias de turnos e reduzindo o ritmo das esteiras. O encolhimento da demanda pelo produto nacional é creditado, sobretudo, à invasão de produtos chineses vendidos a preços abaixo do custo operacional brasileiro, o que tem sufocado a produção local de linha pesada.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, em conjunto com a prefeitura de Gravataí, passou a atuar como mediadora no conflito. As rodadas de negociação buscam encontrar incentivos e contrapartidas fiscais que tornem a operação novamente viável para a empresa, garantindo que o impacto da reestruturação global da marca não resulte na extinção de milhares de fontes de renda na região metropolitana.
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