Alexandre de Moraes é 'laranja podre' dentro do Supremo Tribunal Federal, diz Flávio Bolsonaro
Candidato do PL acusa ministro do STF de manter 'gabinete da perseguição' e critica decisão de incluir André Mendonça no inquérito das fake news
Em visita ao Paraná, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) atacou o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de "laranja podre" do STF e acusando-o de manter um "gabinete da perseguição". Flávio defendeu o impeachment do magistrado após a PF revelar conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Paralelamente, dados do Coaf apontam que Vorcaro realizou novos repasses para financiar o filme "Dark Horse", verba que teria sido solicitada pelo próprio parlamentar.
O candidato do PL para a presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de ter um "gabinete da perseguição" e chamou o magistrado de "laranja podre" dentro da Corte.
As declarações ocorreram em entrevista à imprensa durante visita a Ponta Grossa (PR), neste sábado, 5. "O Brasil vive tempos muito ruins, muito difíceis. E, mais uma vez, a gente precisa proteger a instituição que é o Supremo Tribunal Federal", afirmou.
As declarações foram dadas pelo candidato durante visita a Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência na gestão Jair Bolsonaro (PL), preso em uma cadeia pública no interior do Paraná. Ele cumpre pena por envolvimento na trama golpista, julgada no STF no ano passado.
Flávio continuou: "Este vai ser o meu papel como presidente da República: resgatar a credibilidade das instituições, e não ficar protegendo pessoas. Porque, hoje, o Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal".
Na terça-feira, 1º o ministro do Supremo, André Mendonça, tornou público o relatório da Polícia Federal que identificou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Master, em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. Parte do conteúdo das conversas já havia sido revelado pelo Estadão.
"A gente não pode deixar que toda a Corte seja contaminada por isso, porque a magistratura não é Alexandre de Moraes. Essa não é a regra entre os magistrados, entre os juízes deste País", continuou Flávio Bolsonaro neste sábado.
"Essa não é a regra nem dentro do Supremo Tribunal Federal. Então, nós temos que proteger a população de pessoas como Alexandre de Moraes, que não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo", prosseguiu o candidato.
Na ocasião, Flávio também afirmou que o ato de 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá o mote "Fora Lula, Fora Moraes". Além disso, o candidato disse lamentar a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de não pautar a abertura do processo de impeachment contra o ministro do STF.
"Já tem mais de 54 pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes parados, engavetados na presidência do Senado Federal", afirmou Flávio.
O senador do PL criticou ainda a decisão de Moraes que incluir o ministro André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master no Supremo, no inquérito das fake news. O parlamentar rechaçou também a possibilidade de que Mendonça também vire alvo de impeachment.
"Está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. É o gabinete da perseguição", declarou.
Vorcaro fez mais um pagamento para 'Dark Horse' além do que Flávio havia admitido, diz revista
O banqueiro Daniel Vorcaro fez mais um pagamento para financiar o filme "Dark Horse" além do que Flávio Bolsonaro havia admitido. Em maio, quando o portal Intercept Brasil revelou o financiamento da produção pelo dono do Banco Master, o candidato do PL alegou em entrevista à GloboNews que a última parcela paga pelo banqueiro havia sido em maio de 2025.
A revista piauí obteve relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrando que, em setembro daquele ano, houve mais um pagamento de US$ 1,6 milhão pelo dono do Master ao fundo Havengate, que era responsável por administrar o dinheiro antes de repassá-lo à produção de "Dark Horse".
Segundo a piauí, esse pagamento ocorreu oito dias após Flávio Bolsonaro cobrar Vorcaro por mais repasses para o filme. O senador afirmou no dia 1.º que as cobranças sobre o tema devem ser feitas à produtora do filme, e não a ele.
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