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Maduro mobiliza 4,5 milhões de milicianos contra os EUA

19 ago 2025 - 10h33
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A Venezuela anunciou nesta segunda-feira (18), a mobilização de 4,5 milhões de milicianos. A decisão foi apresentada pelo presidente Nicolás Maduro como resposta às "ameaças" dos Estados Unidos, que intensificaram a pressão contra o governo em Caracas.

O presidente da Venezuela Nicolás Maduro
O presidente da Venezuela Nicolás Maduro
Foto: depositphotos.com / thenews2.com / Perfil Brasil

Na mesma data, Washington confirmou a elevação da recompensa por informações que possam levar à prisão ou condenação do líder venezuelano. O valor agora chega a US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões). Além disso, militares americanos lançaram uma operação antidrogas no Caribe.

"Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas", disse Maduro em discurso televisionado, ao ordenar "tarefas" diante do que chamou de "renovação das ameaças" dos EUA.

Milícias: força de defesa ou instrumento político?

A Milícia Bolivariana reúne, segundo dados oficiais, cerca de 5 milhões de reservistas. Criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, passou a integrar a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e atua em apoio ao Exército na "defesa da nação".

Durante a cerimônia, Maduro agradeceu às manifestações de solidariedade diante do que classificou como "repetição podre" de intimidações. "Os primeiros a manifestar solidariedade e apoio a este presidente trabalhador que aqui está foram os militares desta pátria", afirmou, pedindo ainda o fortalecimento das milícias camponesas e operárias "em todas as fábricas".

O presidente reforçou a disposição de armar diferentes setores sociais. "Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela", declarou. "Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria!"

Disputa com Washington

A administração de Donald Trump foi a responsável pelo aumento inicial da recompensa, justificando que Maduro representava ameaça à segurança nacional dos EUA. O comunicado oficial o descreveu como "um dos maiores narcotraficantes do mundo".

Em janeiro, já no governo de Joe Biden, as autoridades americanas divulgaram novo cartaz oferecendo US$ 25 milhões pela captura do líder venezuelano.

As críticas não se restringiram ao presidente. Um dia após a divulgação do aumento, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, foi à TV rebater as acusações. Ele chamou de "tolas" as declarações feitas pelo Departamento de Estado e pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Padrino também teve uma recompensa fixada, assim como o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello Rondón. Para ele, as medidas americanas configuram violação do direito internacional e foram definidas como "fantasiosas, ilegais e desesperadas, ao melhor estilo faroeste de Hollywood".

"O cinismo do governo americano não tem limites, querem nos dar lições de democracia quando seu próprio governo desrespeita sistematicamente suas próprias leis, governando arbitrária e caprichosamente", criticou Lopez.

Perfil Brasil
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