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Lula planeja negociar exploração de terras raras em encontro com Trump

Presidente brasileiro defende soberania nacional e processamento industrial doméstico de recursos estratégicos em futura reunião na Casa Branca

20 fev 2026 - 16h12
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Nesta sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a intenção de dialogar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a exploração e comercialização de minerais críticos e terras raras. Durante agenda oficial na Índia, o mandatário brasileiro ressaltou que a pauta será central no encontro presencial previsto para março, em Washington.

Donald Trump e Lula
Donald Trump e Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Perfil Brasil

Os minerais críticos e estratégicos são componentes essenciais para a indústria de tecnologia de ponta, incluindo a fabricação de semicondutores para dispositivos eletrônicos e equipamentos voltados à transição energética. De acordo com dados do Serviço Geológico Americano, o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando atrás apenas da China. Atualmente, a participação brasileira na produção global desses recursos é de 1%.

A exploração desses materiais possui peso na geopolítica contemporânea. Recentemente, o governo dos Estados Unidos estabeleceu acordos bilaterais sobre o tema com nações como a China e a Ucrânia.

O presidente brasileiro enfatizou que o país não aceitará imposições externas sobre a gestão de seus recursos naturais. Lula afirmou que o objetivo é assegurar que o processamento e a transformação desses minerais ocorram em território nacional, visando o desenvolvimento da indústria interna e a transferência de tecnologia.

"Quero negociar com ele a questão dos minerais críticos e das terras raras. O Brasil tem muitos minerais críticos e terras raras, mas não queremos transformar o território brasileiro em um santuário da humanidade", declarou Lula.

O governo brasileiro já indicou que não pretende aderir a modelos de cooperação propostos anteriormente pelos Estados Unidos que não contemplem o controle nacional sobre os recursos. A posição oficial é de que a exploração deve garantir a autonomia comercial do país.

Além do setor de mineração, a visita à Casa Branca deve incluir discussões sobre a revisão de tarifas de importação aplicadas à indústria brasileira e estratégias de segurança pública. Lula mencionou o interesse em debater o combate ao crime organizado e ao tráfico internacional, áreas de interesse comum citadas pelo governo americano.

Sobre o formato das negociações, o presidente brasileiro indicou que utilizará documentos formais para registrar os termos das conversas, evitando interpretações baseadas apenas em comunicações digitais ou declarações verbais.

"Tudo o que vou tratar com o presidente Trump, levarei por escrito. Estou otimista com essa conversa com o presidente Trump", concluiu o mandatário.

Perfil Brasil
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