PF indicia Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por fraudes no caso Master
Investigação aponta irregularidades em R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito vendidas ao BRB
A Polícia Federal (PF) indiciou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e outras 14 pessoas por suspeita de crimes financeiros relacionados à venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB). Segundo a investigação, a operação envolveu R$ 17,5 bilhões em ativos transferidos entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais pelo menos R$ 12 bilhões apresentariam indícios de fraude.
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O relatório final do primeiro inquérito sobre as irregularidades foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os indiciados estão o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e antigos dirigentes das duas instituições financeiras, além de pessoas ligadas à operação.
Vorcaro foi indiciado por gestão fraudulenta, indução de investidor a erro em operação financeira, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Consideradas as penas previstas para esses crimes, a punição pode variar de 12 a 41 anos de prisão, sem considerar agravantes e as regras de aplicação das penas. A PF também aponta o banqueiro como líder da organização criminosa investigada.
Quem são os 15 indiciados
Entre as pessoas indiciadas, estão ex-executivos do Master e do BRB, o ex-sócio do banco Augusto Lima e o advogado Daniel Monteiro, que trabalhava para Vorcaro.
Confira a lista completa:
- Daniel Vorcaro;
- Paulo Henrique Costa;
- Augusto Lima;
- Angelo Ribeiro;
- Luiz Antônio Bull;
- Alberto Félix de Oliveira Neto;
- Allan da Silva Machado;
- Henrique Peretto;
- André Felipe Seixas Maia;
- Daniel Monteiro;
- Dario Garcia;
- Luana Andrade;
- Cristiane Maria Lima;
- Diogo Ilário;
- José Maria Correia.
Entre os nomes citados estão ainda Angelo Ribeiro, ex-diretor financeiro; Luiz Antônio Bull, ex-diretor de compliance; e Alberto Félix de Oliveira, ex-superintendente financeiro.
Segundo a PF, o Master vendeu ao BRB carteiras de crédito de diferentes tipos, como empréstimos consignados, crédito pessoal, crédito rotativo e parcelamento de faturas. Parte desses créditos, porém, não existia de fato ou teria sido falsificada para viabilizar as operações.
Os investigadores afirmam que Vorcaro participou diretamente da venda de carteiras de crédito consignado sem operações reais que justificassem os valores. A fraude teria sido feita por meio da Tirreno, empresa ligada ao banco.
O relatório da PF será encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele deverá avaliar se há provas suficientes para apresentar uma denúncia contra os investigados.
*Com informações do Estadão
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