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‘Japa do Crime’, presa por suposta ligação com PCC, pede retirada da tornozeleira eletrônica: ‘Tortura psicológica’

Defesa alega que ela usa o equipamento há quase dois anos, sem ser denunciada formalmente pelo Ministério Público

19 jan 2026 - 12h21
(atualizado às 13h01)
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Resumo
Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa do Crime', pede à Justiça a retirada da tornozeleira eletrônica, argumentando que o uso prolongado do dispositivo se tornou "tortura psicológica"; sua defesa questiona a ausência de provas suficientes para denúncia e aponta impactos negativos em sua vida.
Karen de Moura Tanaka Mori, de 38 anos, foi presa em fevereiro de 2024 em São Paulo
Karen de Moura Tanaka Mori, de 38 anos, foi presa em fevereiro de 2024 em São Paulo
Foto: Reprodução/Redes sociais

A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa do Crime' e investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), pediu à Justiça a retirada da tornozeleira eletrônica. A alegação é de que ela usa o equipamento há quase dois anos, sem ser denunciada, e que a medida se tornou “instrumento de punição e tortura psicológica”. 

Karen é investigada por lavar dinheiro para a facção e foi presa em fevereiro de 2024 com mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil, mas teve a prisão convertida em domiciliar por conta do filho, de 13 anos. Posteriormente, a prisão foi revogada e foram impostas medidas cautelares, como uso de tornozeleira.

No pedido ao qual o Terra teve acesso, o advogado Telles Rodrigo Gonçalves aponta que o Ministério Público declinou pelo indiciamento dela após a conclusão do inquérito policial, por entender que não havia elementos suficientes que comprovem o crime de lavagem de dinheiro. O MP pediu, então, que novas diligências fossem realizadas. 

A defesa sustenta ainda que, durante todo esse tempo, não houve qualquer tentativa de fuga ou descumprimento das ordens judiciais. Gonçalves ainda afirma que manter a medida nessas condições, “além de violenta e degradante, tem causado danos irreparáveis à vida pessoal, emocional e profissional de Karan”, que tenta reconstruir sua rotina dentro dos limites impostos pela Justiça. 

“O uso indiscriminado e falho da tornozeleira transformou-se em verdadeiro instrumento de punição e tortura psicológica, restringindo a liberdade de forma mais severa do que o necessário e aniquilando qualquer chance de retomada digna de sua vida, em manifesta afronta aos princípios da proporcionalidade, da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana”, diz um trecho do documento. 

A defesa também destaca que o tempo de pena mínima para o crime de lavagem de dinheiro é de três anos, e que Karen já passou o equivalente a mais da metade sob monitoramento. O Ministério Público se manifestou pela manutenção contra o pedido de revogação da medida, mas o caso segue sendo avaliado pela Justiça. 

Quem é a "Japa do crime"?

Segundo o inquérito policial, a "Japa do crime" atuava na lavagem de dinheiro da organização, em cidades como Santos, Cubatão e Guarujá, na Baixada Santista, e também na cidade de São Paulo, de acordo com a Polícia Civil.

A princípio, ela usava comércios na área da beleza, de imóveis, e uma empresa do seu irmão para lavar o dinheiro da facção.

Karen de Moura Tanaka Mori foi presa com R$ 1 milhão em espécie, e cerca de US$ 50 mil
Karen de Moura Tanaka Mori foi presa com R$ 1 milhão em espécie, e cerca de US$ 50 mil
Foto: Divulgação/SSP-SP

A investigação começou em junho de 2023. Nesse sentido, a polícia afirma que todos os indícios coletados apontam que ela é a responsável por lavar grande parte do dinheiro da facção criminosa na Baixada Santista.

Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o 'Cabelo Duro', executado em 2018 e apontado como um dos principais chefes do PCC.

Para a Polícia Civil, Karen afirmou desconhecer os trabalhos ilícitos do marido. Além disso, ela afirmou que nunca recebeu qualquer quantia financeira vinda dele e que não conhece nenhum integrante de organização criminosa, inclusive do PCC.

Fonte: Portal Terra
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