Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Israel bombardeia subúrbios do sul de Beirute pela 1ª vez após novo cessar-fogo

7 jun 2026 - 13h41
Compartilhar
Exibir comentários

Ataques, lançados sem aviso prévio contra reduto do grupo xiita Hezbollah, vêm após renovação de um frágil cessar-fogo mediado pelos EUA. Irã responde com ameaça a bases americanas no Oriente Médio.Ignorando apelos dos Estados Unidos, Israel bombardeou áreas nos subúrbios ao sul de Beirute neste domingo (07/06). Os ataques, lançados sem aviso prévio numa área que é reduto do grupo xiita Hezbollah, foram os primeiros contra a capital do Líbano desde a renovação de um frágil acordo de cessar-fogo na sexta-feira sob mediação de Washington.

Segundo a agência de notícias estatal libanesa, duas pessoas foram mortas e outras 11 feridas.

Apesar de as hostilidades terem persistido no sul do Líbano desde o início da primeira trégua, em 16 de abril, Israel havia limitado seus ataques a Beirute a pedido dos EUA, para não melindrar as negociações de paz da Casa Branca com o Irã. O regime em Teerã é aliado do Hezbollah, e tem condicionado um acordo de paz ao fim da ofensiva israelense no Líbano.

O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o bombardeio deste domingo era uma resposta a disparos do Hezbollah contra o território israelense horas antes.

O Exército de Israel também confirmou o ataque, que diz ter visado uma instalação da milícia xiita na região de Dahiyeh.

O Irã criticou o bombardeio a Beirute. Porta-voz do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores do regime, ‌Mohammad Baqer Qalibaf disse que a agressão legitima ataques retaliatórios contra bases americanas e instalações israelenses no Oriente Médio.

Pelos termos do mais recente cessar-fogo, Israel se absteria de novos ataques caso o Hezbollah também se abstivesse de agressões. O tratado também estipula o fim da presença armada do Hezbollah no sul do Líbano, com a criação de "zonas-piloto".

O país já estava sujeito desde 17 de abril a outra trégua que também não foi respeitada pelas partes.

No sábado, a Força Aérea israelense anunciou ter atacado mais de 150 infraestruturas que atribui ao Hezbollah.

Atualmente, cerca de 20% do território libanês estão sob controle de tropas israelenses. A área no sul do país tem sido palco de violentos confrontos com militantes do Hezbollah.

Impasse com o Irã

Os combates no Líbano ameaçam os esforços para encerrar definitivamente a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, hidrovia crucial para o escoamento de petróleo, gás e produtos relacionados, como fertilizantes. Seu fechamento abalou a economia mundial e elevou os alertas de fome em regiões vulneráveis.

A situação também levou à alta nos preços de energia, criando problemas para o governo de Donald Trump nos EUA antes das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.

O Hezbollah se recusa a ser desarmado e instou o Líbano a encerrar negociações diretas com Israel. Em vez disso, a milícia apoia a inclusão, pelo Irã, de um cessar-fogo no Líbano como condição nas negociações com os EUA.

À agência de notícias Associated Press, um alto funcionário da Casa Branca disse que o ataque de Israel a Beirute não surpreendeu o governo americano, e ressaltou que Netanyahu vem afirmando há algum tempo que Israel agiria para conter ou retaliar qualquer ataque ou tentativa de ataque do Hezbollah contra Israel.

Netanyahu, que enfrenta eleições no final deste ano, quer avançar com a ofensiva israelense até se convencer de que o Hezbollah não representa mais uma ameaça.

Em entrevista a uma emissora americana veiculada neste domingo, Trump defendeu que os ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano deveriam ser mais "cirúrgicos".

"Gostaria de ver o Líbano ter uma vida melhor. Gostaria de ver um ataque mais cirúrgico contra o Hezbollah. Acho que deveria ser mais cirúrgico", declarou ao canal NBC, esclarecendo que não exige que o Líbano faça parte do acordo de curto prazo para estender o cessar-fogo na guerra com o Irã.

Mais de 3.500 pessoas foram mortas no Líbano desde o início da guerra em 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, dois dias após Israel e os Estados Unidos começarem a atacar o Irã. O conflito deslocou mais de um milhão de pessoas no país árabe. No lado israelense, 31 soldados e três civis foram mortos.

O comandante do Exército libanês, general Rodolphe Haikal, foi ao Paquistão no sábado a convite do chefe do Exército paquistanês, que tem participado da mediação das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Exército libanês não informou se a visita está relacionada a esses esforços de mediação.

ra (EFE, AP, Reuters)

---------

Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Meu Terra