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Imigrante deportado e preso por engano é libertado nos EUA após quase três meses

23 ago 2025 - 13h18
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O salvadorenho Kilmar Ábrego García deixou nesta sexta-feira (22), a unidade de detenção em Tennessee, nos Estados Unidos, e voltou para sua casa em Maryland. Preso e deportado por engano para El Salvador no início do ano, ele passou quase três meses em cárcere antes de ser libertado. A defesa comemora a decisão, mas alerta que a situação do imigrante ainda é incerta.

Kilmar Armando Abrego Garcia foi deportado por engano pelo governo Trump
Kilmar Armando Abrego Garcia foi deportado por engano pelo governo Trump
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O advogado Sean Hecker afirmou que García reencontrará a família "após ser preso, deportado e preso ilegalmente, tudo devido ao ataque vingativo do governo a um homem que teve a coragem de resistir aos ataques contínuos do governo ao Estado de Direito". Ele acrescentou que o salvadorenho "está grato por seu acesso aos tribunais americanos ter proporcionado um devido processo legal significativo".

Por que ele foi deportado por engano?

García chegou aos EUA em 2011, fugindo da violência em seu país, mas sem visto. Em 2019, conseguiu uma ordem que suspendia sua expulsão alegando risco de morte em El Salvador. Casado com uma cidadã americana e pai de três filhos, mantinha emprego fixo e, segundo seus advogados, nunca havia cometido crimes, argumento contestado em juízo.

Em março, durante uma ofensiva do governo Donald Trump contra imigrantes, ele foi preso sob acusação de integrar a gangue MS-13 — o que nega — e deportado junto a mais de 200 homens para El Salvador. Lá, foi levado ao Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), prisão de segurança máxima com capacidade para 40 mil pessoas.

O governo americano classificou a deportação como "erro administrativo". Semanas depois, a versão mudou: a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que García já havia sido abordado no Texas sob suspeita de tráfico humano. Registros oficiais, no entanto, mostram que a ocorrência foi apenas por excesso de velocidade em uma estrada.

Trump chegou a exibir a foto de uma tatuagem que, segundo ele, comprovaria o elo de García com a MS-13. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, declarou em abril que não poderia devolver o imigrante aos EUA, mas depois afirmou que atenderia caso houvesse pedido oficial da Casa Branca.

Após uma série de recursos judiciais, inclusive na Suprema Corte, García voltou aos EUA em junho. Ele relatou ter sofrido tortura física e psicológica no Cecot. Desde então, aguardava em prisão no Tennessee até a decisão desta semana.

Apesar da libertação, o futuro do salvadorenho é incerto. O Departamento de Justiça informou que pode tentar detê-lo novamente, com chance de nova deportação, seja para El Salvador ou para outro país. Além disso, ele enfrentará em janeiro um julgamento pelas acusações de tráfico humano. García insiste que é inocente.

Perfil Brasil
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