Ibama apura presença de puma em Viamão após ataques a cães e cavalos
Órgãos ambientais instalam câmeras e reforçam orientações a moradores da zona rural
O Ibama e o Comando Ambiental da Brigada Militar iniciaram uma operação de monitoramento em uma área rural de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após suspeitas da presença de um puma (Puma concolor), também chamado de onça-parda ou suçuarana. A investigação foi motivada por relatos de ataques que resultaram na morte de nove cães e deixaram quatro cavalos feridos.
De acordo com a proprietária do local, que preferiu não se identificar, os incidentes ocorreram principalmente à noite e apresentaram sinais compatíveis com a ação de um grande felino. Técnicos do Ibama estiveram na propriedade na última sexta-feira (15) e encontraram pegadas, além de arranhões profundos em cercas e portas de madeira. Para confirmar a presença do animal, foram instaladas câmeras de monitoramento em pontos estratégicos da região.
As autoridades ambientais orientaram que moradores mantenham seus animais em segurança, especialmente entre o final da tarde e a madrugada, período de maior atividade do predador. Cavalos devem ser recolhidos em cocheiras e cães precisam permanecer dentro das residências.
A operação conta com apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema/RS), do Instituto Pró-Carnívoros, do Projeto Felinos do Pampa e de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A hipótese dos especialistas é de que o animal tenha se deslocado de áreas protegidas próximas, como a APA do Banhado Grande ou o Parque Estadual do Itapuã, em busca de alimento.
A localização exata da propriedade não será divulgada para evitar a presença de curiosos e riscos de caça ilegal. A captura ou o abate de espécies silvestres é considerado crime ambiental, com sanções previstas na Lei nº 9.605/1998.
Os técnicos ressaltam que os pumas raramente atacam seres humanos, mas podem caçar animais domésticos em situações de escassez. Caso a presença seja confirmada, medidas de manejo não letais poderão ser aplicadas, como cercas de contenção, barreiras sonoras ou até a translocação do felino para áreas mais afastadas.
Moradores são incentivados a relatar avistamentos ou sons incomuns à Patrulha Ambiental pelo telefone 190 ou ao Ibama pelo canal Linha Verde (0800 61 8080).