Hotel Colombo, famoso por ser 'mal assombrado', vai à leilão em Minas Gerais
Local que hospedou Getúlio Vargas, em 1945, tem diversos relatos sobrenaturais contados por hóspedes
O centenário Hotel Colombo, em Araxá, MG, será leiloado após anos de abandono. O prédio, rico em histórias e lendas, foi inaugurado em 1929 e encerrou suas atividades em 2012.
O centenário Hotel Colombo, localizado no município de Araxá, em Minas Gerais, será leiloado nos próximos dias. O prédio e os terrenos, que se encontram abandonados, pertencem à prefeitura desde 2012 e passarão por alienação pública, com o lance mínimo de quase R$ 2,7 milhões.
O Hotel Colombo foi construído 1929 e encerrou as atividades em 2012. Com a desapropriação do prédio, ele foi vendido à prefeitura de Araxá.
Segundo informações da TV Integração, afiliada da Rede Globo, o projeto inicial era transformar o prédio em um campus universitário, mas isso não se concretizou.
Por um tempo, o local abrigou o gabinete do prefeito da época e algumas secretarias, mas, em novembro de 2015, um incêndio danificou parte do hotel, que desde então segue abandonado.
O famoso hotel foi frequentado por figuras da política, como o presidente Getúlio Vargas e o governador mineiro Benedito Valadares. "Getúlio Vargas se hospedou em 1945 e fechou uma ala toda. Dali avistava a construção do Grande Hotel", contou Adriana Colombo, neta do fundador, ao jornal O Globo.
Na época, Vargas estava na cidade para acompanhar as obras do Grande Hotel Termas de Araxá, um complexo turístico vinculado ao governo do Estado de Minas Gerais, que até hoje segue em atividade.
O hotel encerrou as operações em 2012 em razão do falecimento da última filha do fundador, Yolanda, em 2011. "Eu e minha irmã Florença fomos as últimas administradoras com os respectivos maridos. Estávamos muito enforcados financeiramente porque o nosso hotel estava precisando de uma reforma. Não tínhamos recursos", disse.
Assombrações no Hotel Colombo
O aposentado Antônio Martins, de 75 anos, revelou que já chegou a ver dona Yolanda pelos corredores do hotel. "Isto aqui é assombrado. Eu já vi um monte de vezes. Mais ou menos meia-noite, do lado de fora, tem uma mulher bonita lá de branco, correndo no telhado, de lá pra cá, de cá pra lá. Alguns minutos depois desaparece. É dona Yolanda. Ela gostava demais disso aqui", afirmou ao O Globo.
O mesmo foi vivido pelo jornalista Cláudio Lacerda Oliva, que trabalhou por 20 anos como assessor de imprensa do Hotel Colombo. Ele relatou que sempre ouviu histórias sobrenaturais dos hóspedes, mas que nunca acreditou. Até acontecer o mesmo com ele.
"Por volta das 11h15 da noite, escutei baterem na minha porta. Estava terminando um banho. Pedi um momento. Depois de uns 30 segundos, bateram novamente. Saí já com a calça do pijama, parcialmente seco, já que havia me enxugado rapidamente. Quando abri a porta, vi um senhor vestido socialmente. Aparentava uns 80 anos. Senti um arrepio completo pelo corpo. Ele disse: 'Boa noite, meu filho, errei o apartamento. Me desculpe'", disse Cláudio.
Claudio explicou que, no dia seguinte, contou o caso na recepção do hotel porque ficou intrigado. Na época, dona Yolanda informou a ele que não havia ninguém hospedado naquele andar com aquelas caractéristicas. Além disso, havia apenas um casal no mesmo andar que ele.
Foi então que dona Yolanda lhe entregou um álbum de fotos e pediu para que ele tentasse reconhecer o visitante em alguma foto. "Ela começou a folhear o álbum e perguntar se conhecia alguém. Passou a primeira página, a segunda, a terceira. Na quinta ou sexta página, me deparo com a mesma pessoa que bateu no meu apartamento. Então, ela disse que era Luiz Colombo, seu pai", revelou.
Segundo o jornalista, contaram a ele que Luiz Colombo havia morrido em 1948 e costumava aparecer para aqueles que ajudavam o hotel. Como ele trabalhava na divulgação do local, isso pode ter "despertado" o aparecimento do falecido para ele.