Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Homem que tentou matar policiais em Rio Grande é condenado a mais de 80 anos

Entre as vítimas está a agente Laline Almeida Larratéa, baleada na cabeça durante o cumprimento de mandados de busca relacionados ao tráfico de drogas.

16 out 2024 - 10h20
Compartilhar
Exibir comentários

Em um julgamento que começou nesta terça-feira (15) e se estendeu até a madrugada de quarta-feira (16), o réu acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado a 82 anos e 10 meses de prisão por tentativa de homicídio qualificada contra seis policiais civis em Rio Grande, no Sul do Estado. A sentença foi aplicada em regime fechado, e o condenado foi preso imediatamente após o término da sessão.

Foto: MPRS/Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Entre as vítimas está a agente Laline Almeida Larratéa, baleada na cabeça em 1º de abril de 2022, durante o cumprimento de mandados de busca relacionados ao tráfico de drogas. Apesar da gravidade do ataque, os outros cinco policiais presentes não foram atingidos. A sentença também determinou indenizações de R$ 100 mil para Laline e R$ 20 mil para cada um dos outros cinco policiais.

Os promotores de Justiça Fernando Gonzalez Tavares, da Promotoria Criminal de Rio Grande, e Márcio Schlee Gomes, designado pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ), atuaram no caso. O julgamento foi supervisionado pelo promotor Marcelo Tubino, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Júri (CaoJúri) do MPRS.

Após o veredito, Fernando Gonzalez Tavares declarou que a decisão representava "um dever cumprido", destacando a importância da condenação para os policiais que aguardavam justiça há mais de dois anos. Márcio Schlee Gomes reforçou que o julgamento foi "extremamente justo" e que a condenação deve servir como um alerta para quem atenta contra a vida de agentes públicos.

O crime foi qualificado devido ao fato de ter sido cometido contra agentes de segurança em serviço. Laline, que tinha 36 anos na época do incidente, foi levada de helicóptero para o hospital, onde passou por uma cirurgia e sofreu sequelas, incluindo perda de memória. O réu, inicialmente preso em flagrante, foi liberado para responder ao processo em liberdade a partir de abril de 2023.

Segundo a denúncia do MPRS, assinada pelo promotor Rogério Caldas, o réu atirou contra os policiais mesmo após eles se identificarem e anunciarem a operação. A acusação também destacou o perigo comum, já que os disparos foram feitos em uma via pública, mas essa qualificadora não foi reconhecida pela Justiça. O MPRS também solicitou indenizações por danos morais e materiais.

Após um ano, a Justiça soltou o acusado, argumentando que o caso se tratava de crime de resistência, e não de tentativa de homicídio. No entanto, o promotor Marcelo Fischer recorreu da decisão, e, em outubro de 2023, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado reverteu a decisão de primeira instância, levando o réu ao Tribunal do Júri. Durante a sustentação oral, a procuradora Irene Soares Quadros destacou que Laline, após ser baleada, chegou a não reconhecer o marido e a filha. A policial havia ingressado na corporação em 2012 e, no momento do ataque, seu marido, também policial, estava envolvido na operação, embora em outro local.

Porto Alegre 24 horas
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade