Governo Trump diz que montagem de casal Obama foi "erro" de um funcionário
Publicação que sobrepõe rostos de ex-casal presidencial a primatas foi removida após permanecer 12 horas em rede social
O governo de Donald Trump informou, nesta sexta-feira (6), que a veiculação de um vídeo apresentando o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama associados a figuras de macacos ocorreu por "erro" de um funcionário. Segundo declaração de um representante da Casa Branca à agência Reuters, a postagem foi realizada por esse funcionário de forma indevida.
O conteúdo permaneceu acessível na rede social Truth Social do presidente dos EUA por aproximadamente 12 horas, entre a noite de quinta-feira (5) e a tarde de sexta-feira (06). A remoção ocorreu após manifestações de representantes dos partidos Democrata e Republicano. Anteriormente, a secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, descreveu o material como um "meme da internet" que utilizava elementos do filme O Rei Leão para representar figuras políticas.
O vídeo, com duração de um minuto, apresenta teorias sobre o processo eleitoral de 2020 e utiliza a canção "The Lion Sleeps Tonight". Nos instantes finais, as faces dos Obamas são exibidas sobrepostas a corpos de primatas. O material também replica afirmações sobre a empresa Dominion Voting Systems, relacionadas ao pleito vencido por Joe Biden.
A publicação gerou manifestações de diferentes setores políticos:
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Gavin Newsom (Governador da Califórnia): Questionou a conduta da gestão através de nota oficial.
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Tim Scott (Senador Republicano): Manifestou oposição ao conteúdo veiculado pela sede do Executivo.
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Ben Rhodes (Ex-conselheiro de Segurança Nacional): Criticou a postagem em sua conta na rede social X.
Barack Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos, atuou como apoiador da candidatura de Kamala Harris em 2024. No atual mandato, a gestão de Donald Trump tem utilizado recursos de Inteligência Artificial em comunicações digitais. Registros anteriores incluem montagens de adversários políticos em contextos de detenção ou com alterações digitais em suas características físicas.