Governo prevê ampliar bloqueio em verbas de ministérios a R$23,7 bi sob pressão de gastos obrigatórios
O governo Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira que precisará ampliar de R$1,6 bilhão para R$23,7 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias dos ministérios para cumprir o limite de despesas do ano, diante da pressão gerada por um aumento de despesas de execução obrigatória.
Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento apontaram ainda que não será necessário fazer um contingenciamento -- mecanismo acionado quando o governo percebe que há risco de descumprimento da meta fiscal.
De acordo com o documento, a previsão é que o governo feche o ano com um déficit primário de R$60,3 bilhões, contra previsão de rombo de R$59,8 bilhões apontada em março.
Esse saldo iria a um superávit de R$4,1 bilhões após abatimento de exceções ao cálculo da meta para o resultado primário. Em março, a projeção indicava um saldo positivo de R$3,5 bilhões.
A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.
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