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Governo americano reverte restrições e autoriza fuzilamento em prisões federais

Entenda as mudanças no sistema prisional norte-americano que permitem o uso de pelotões de fuzilamento, gás nitrogênio e choque elétrico em condenações federais

24 abr 2026 - 17h48
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Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que o sistema federal de prisões passará a permitir execuções por pelotão de fuzilamento e outros métodos como asfixia por gás e choque elétrico. O fato mais impactante do comunicado emitido pelo Departamento de Justiça é a retomada imediata das injeções letais e a ampliação das formas de aplicação da pena capital no país. De acordo com informações do g1, a decisão cumpre uma ordem direta de Donald Trump para agilizar e expandir a execução de sentenças de morte em âmbito federal. A nova diretriz anula a suspensão anterior que havia sido estabelecida durante a gestão democrata.

Câmara de execução por injeção letal em uma prisão do Texas, em 14 de novembro de 1991, na Unidade Ellis, em Huntsville, Texas
Câmara de execução por injeção letal em uma prisão do Texas, em 14 de novembro de 1991, na Unidade Ellis, em Huntsville, Texas
Foto: Paul Harris/Getty Images / Perfil Brasil

Atualmente, estados como Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah já autorizam o uso de fuzilamento em suas legislações locais. No entanto, o governo do ex-presidente Joe Biden havia interrompido essas práticas com base em pesquisas que apontavam para "dor e sofrimento desnecessários no método". No anúncio desta sexta-feira, o Departamento de Justiça criticou duramente a postura anterior, classificando a análise do governo Biden como "profundamente falha". O órgão defende que as novas medidas são essenciais para combater a criminalidade. "Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes", afirma o comunicado oficial.

O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, instruiu o Departamento de Prisões a incluir oficialmente os métodos que já são previstos em legislações estaduais específicas. Entre as alternativas listadas estão a asfixia com gás nitrogênio e a eletrocussão. A justificativa técnica é garantir que as execuções ocorram mesmo quando houver falta de medicamentos específicos para a injeção letal, como ocorreu em 2025 na Carolina do Sul. "Essa modificação ajudará a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um medicamento específico não esteja disponível", destaca o relatório assinado por Blanche.

Essa movimentação consolida uma das principais promessas de campanha de Trump em seu segundo mandato. Em sua primeira passagem pela Casa Branca, o republicano encerrou um hiato de duas décadas sem execuções federais, resultando na morte de 13 condenados. Em contraste, Biden havia comutado a pena de 37 pessoas que aguardavam no corredor da morte. Embora a ONU tenha manifestado preocupações de que métodos como a asfixia por nitrogênio possam ser comparáveis à tortura, o governo norte-americano reafirma que os procedimentos são constitucionais e necessários para a aplicação da justiça rigorosa.

Perfil Brasil
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