Geração "Canguru" quer flexibilidade no trampo, propósito e salário de chefe
Horários flexíveis, a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar do mundo, projetos que realmente os motivem e, claro, ganhar bem para custear tudo isso. E, vamos ser sinceros, quem não quer? Aí é que vem o choque de realidade: a vida nem sempre funciona assim
A Geração Z, também conhecida como Geração "Canguru", está causando um rebuliço no mercado de trabalho. Se antes a meta era a estabilidade e um cargo fixo, crescer na empresa, agora a pegada é outra: flexibilidade, propósito e, claro, um salário que pague as contas e a viagem dos sonhos.
Ganhar bem e não ter responsabilidades nem demandas profissionais que atrapalhem a vida pessoal é o objetivo de muitos jovens hoje. Horários flexíveis, a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar do mundo, projetos que realmente os motivem e, claro, ganhar bem para custear tudo isso. E, vamos ser sinceros, quem não quer? Aí é que vem o choque de realidade: a vida nem sempre funciona assim.
Geração Z quer flexibilidade e salário de chefe
Não estamos falando de burnout ou falta de limites. Apenas trabalho. Para quem começou a trabalhar na pandemia acha sacrifício comparecer uma vez por semana à empresa. Com isso, surge a falta de interesse em liderar. A recusa em aceitar cargos de liderança pode ser atribuída a vários fatores. Em primeiro lugar, há uma percepção de que liderar implica em uma carga de trabalho excessiva e imprevisível. Além disso, muitos profissionais temem que as responsabilidades adicionais possam interferir em seus planos pessoais. Uma equação difícil de conciliar.
Essa mudança de paradigma levanta questões sobre o que realmente significa crescer profissionalmente. Para muitos, a ideia de assumir responsabilidades adicionais é vista como um fardo. Dizem que quando a gente começa a frase dizendo 'na minha época' revela a idade avançada. Pois vamos lá: Na minha época, crescer profissionalmente exigia esforço contínuo, estudo e dedicação. Algo que vai além da certeza de sucesso conquistado com a dancinha no TikTok de hoje. Aprender dói. É chato, muitas vezes. Exige repetição, processo, estudo. Nem todos os dias acordamos motivados. propósitos mudam. No entanto, a disciplina deve prevalecer.
No fim, sobra frustração de todos os lados. Porém, tudo pode ser aprendizado (pra quem quer aprender algo). Resta às empresas e aos próprios jovens encontrarem um equilíbrio entre as expectativas e as necessidades de cada um.