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Fusões colocam empresas brasileiras entre maiores do mundo

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Uma das consequências da crise global foi a precipitação de uma onda de fusões entre grandes empresas. No âmbito nacional, três grandes uniões colocaram empresas brasileiras entre as maiores do mundo: Sadia e Perdigão se uniram para criar a maior exportadora global de frango; a Votorantim Celulose e Papel (VCP) assumiu o controle da Aracruz e formou a maior produtora mundial de celulose; e o grupo JBS se tornou líder do setor de carnes no mundo com a aquisição da americana Pilgrim's Pride e da rival brasileira Bertin.

Executivos de Sadia e Perdigão no dia do anúncio da fusão
Executivos de Sadia e Perdigão no dia do anúncio da fusão
Foto: EFE

As conversas entre Sadia e Perdigão começaram há cerca de dez anos, mas só alcançaram um consenso no início de 2009, após perdas significativas da Sadia com derivativos cambiais em decorrência da crise. Em 19 de maio, as duas empresas anunciaram a união, que formou a Brasil Foods (BRF), com um faturamento anual superior a R$ 20 bilhões e cerca de 9% de todos os negócios envolvendo proteína animal do mundo. Além disso, a nova empresa nasce como a terceira maior exportadora brasileira, com 119 mil funcionários e 42 fábricas.

Para a incorporação da Sadia, a BRF - atual denominação da Perdigão - fez uma oferta pública de ações, que levantou R$ 5,29 bilhões. Se a fusão for aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a empresa vai controlar cerca de 55% do mercado nacional de industrializados de carne e margarinas e participação ainda maior em produtos como massas prontas. As empresas esperam uma resposta do conselho até fevereiro de 2010.

Também fragilizadas por perdas em derivativos cambiais no final de 2008, VCP e Aracruz chegaram a um acordo em setembro e lançaram a Fibria, com receita líquida anual estimada em R$ 6 bilhões, considerando-se os resultados das empresas em 12 meses até junho. A capacidade instalada da nova companhia é superior a 6 milhões de t por ano de celulose e papel.

A Fibria terminou o primeiro semestre com dívida líquida de R$ 13,4 bilhões e fechou a venda de unidade Guaíba (RS) para a chilena CMPC por US$ 1,43 bilhão, com objetivo de retomar planos de expansão que foram engavetados. A empresa agora busca a classificação de grau de investimento junto às agências de rating, nota que Aracruz e VCP perderam com a piora de seus indicadores financeiros.

Já o grupo JBS anunciou em um mesmo dia a compra de 64% da produtora de frango americana Pilgrim's Pride e de uma participação majoritária na rival brasileira Bertin, que ocupava a vice-liderança do mercado de carne bovina do Brasil. Com a expansão, o JBS espera ter uma receita anual de US$ 30 bilhões, capacidade global de abate de mais de 90 mil bovinos/dia, quase 50 mil cabeças/dia de suínos e mais de 7,2 milhões aves ao dia.

O grupo brasileiro, que começou sua internacionalização em 2005, agora conta com unidades nos EUA, Austrália, Argentina, Uruguai, Paraguai, Itália, México e Porto Rico, além do Brasil. Segundo o JBS, a conclusão da compra está sujeita à aprovação final do plano de reestruturação da Pilgrim's Pride pela Corte Falimentar nos EUA - a empresa entrou em processo de proteção contra falência em dezembro de 2008.

Fonte: Redação Terra
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