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Fake sobre Nossa Senhora Aparecida acirra embate eleitoral

28 set 2026 - 18h01
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Resumo
Uma notícia falsa que associava Flávio Bolsonaro a um antigo projeto para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida gerou forte embate na reta final da campanha. A proposta, arquivada há quase 20 anos e de autoria de outro parlamentar, provocou retratação da GloboNews, atritos com a CNBB e disputas no TSE e no STF. O episódio, que já havia circulado em eleições anteriores, reacendeu o alerta sobre a disseminação de boatos durante o período eleitoral.

Boato ligou Flávio Bolsonaro a um projeto arquivado há quase 20 anos sobre a padroeira do Brasil, gerou disputa judicial, retratação da GloboNews e embate com a CNBB.Essa é uma das grandes polêmicas da reta final da campanha eleitoral.

Uma fake news que precisou ser desmentida pela campanha de Flávio Bolsonaro e acabou virando uma batalha política, jurídica e religiosa.

Mas afinal, o que aconteceu?

Tudo começou quando uma informação falsa passou a circular nas redes afirmando que Flávio Bolsonaro apoiaria um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O problema é que não existe nenhum projeto atual com esse objetivo ligado ao candidato.

Na verdade, o projeto citado é de quase 20 anos atrás. Ele foi proposto por outro parlamentar, mas foi arquivado naquela época mesmo.

Mesmo assim, a história voltou, após comentários num programa da GloboNews mencionarem o tal projeto sem dizer que ele estava arquivado.

Conclusão: o assunto acabou se espalhando rapidamente nas redes sociais.

Com a repercussão, a emissora fez uma retratação pública e reconheceu o erro.

A Globonews não tinha mencionado Flávio Bolsonaro, mas publicações nas redes associaram o nome dele à história. Foi aí que Flávio acionou a Justiça.

Teve até post removido por ordem do ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e depois liberado por Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A polêmica cresceu ainda mais quando Flávio acusou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ter participado da disseminação da informação, algo que a instituição negou.

No fim das contas, o que se sabe até agora é bem simples: se tratou de uma grande fake news. Que já havia aparecido em 2018 e 2022. E que talvez tenha se tornado agora a maior da reta final desta campanha.

Por isso, principalmente em época de eleição, vale sempre checar em várias fontes uma informação antes de compartilhar.

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