Estados Unidos e Israel atacam o Irã
Explosões ocorrem na capital iraniana, Teerã. Ministério israelense da Defesa diz que ataque foi preventivo. Trump confirma participação dos EUA.Israel lançou neste sábado (28/02) o que chamou de um ataque preventivo contra a capital do Irã, Teerã. Uma nuvem de fumaça era vista no centro da cidade.
O ataque teria ocorrido perto dos escritórios do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que não é visto em público há dias.
O ataque ocorreu na manhã de sábado, o primeiro dia da semana no Irã, como movimentação nas ruas, no comércio e nas escolas.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu o ataque como sendo realizado para eliminar ameaças ao estado de Israel, sem dar mais detalhes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou participação no ataque ao afirmar, num vídeo publicado nas redes sociais, que os EUA iniciaram "grandes operações de combate no Irã". Ele alegou que o Irã continua desenvolvendo seu programa nuclear e planeja construir mísseis capazes de atingir os EUA.
Antes, altos funcionários do governo americano já haviam dito à agência de notícias AP e ao jornal The New York Times que os Estados Unidos estavam participando dos ataques.
Jornalistas da agência de notícias AFP relataram ter ouvidos duas fortes explosões em Teerã na manhã deste sábado, e duas colunas de fumaça densa foram vistas sobre o centro e o leste da capital iraniana.
"O tipo de explosão sugere que se trata de um ataque com míssil", noticiou a agência de notícias iraniana Fars.
O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a um acordo sobre seu programa nuclear.
O ataque também ocorre num momento de enfraquecimento do regime fundamentalista do Irã, no poder desde 1979, e que no último ano teve que enfrentar imensos protestos populares e uma anterior ofensiva militar conjunta de Israel e dos EUA em junho de 2025, que já havia enfraquecido suas defesas militares.
Oficialmente, os EUA justificaram a concentração de forças acusando o Irã de não ter abandonado seu programa nuclear e como reação ao recente assassinato de milhares de manifestantes que protestaram contra o regime. O presidente dos EUA, Donald Trump, também sinalizou que vê com bons olhos uma mudança de regime no país.
as (AP, AFP, DPA)