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FMI reduz previsão de crescimento global em meio à guerra no Irã

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 14/4/2026 às 18h08)
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Na primeira atualização desde inídio da crise energética, FMI projeta crescimento do PIB global de 3,1%, reduzindo estimativa anterior de 3,3%. Acompanhe o conflito.

Petroleiros e cargueiros próximos do Estreito de Ormuz, em março passado
Petroleiros e cargueiros próximos do Estreito de Ormuz, em março passado
Foto: DW / Deutsche Welle

EUA impõem bloqueio sobreportos iranianos, após fracasso de primeira rodada de negociações com Irã no Paquistão

Petroleiros passam pelo estreito no primeiro dia do bloqueio

Israel mantém ataques ao Líbano e diz que trégua não vale para sua guerra contra o Hezbollah, aliado do Irã.

Produção de petróleo de países da Opep sofre queda brusca com conflito

FMI reduz previsão de crescimento global em meio á guerra

Itália suspende acordo de defesa com Israel

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

EUA relatam "conversas construtivas" entre Israel e Líbano em Washington

A reunião entre representantes dos governos de Israel e Líbano ocorrida nesta terça-feira (14/04) em Washington - os primeiros contatos diretos entre as duas nações vizinhas em décadas - levou a "conversas construtivas sobre medidas para iniciar negociações diretas", afirmou o Departamento de Estado americano, que descreveu o encontro como um "marco histórico".

Segundo os intermediadores americanos, as duas partes concordaram em iniciar as negociações em data posterior e em local diferente. Os detalhes não estavam disponíveis.

Os EUA disseram esperar que as negociações possam levar a um "acordo de paz abrangente" e asseguraram a ambos os países seu apoio a novas conversas.

A imprensa israelense informou que a reunião entre a embaixadora libanesa nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, e o representante israelense em Washington, Yechiel Leiter, durou cerca de duas horas.

Israel e a grupo islamista Hezbollah, aliado do Irã no Líbano, retomaram os combates logo após o início dos ataques israelenses-americanos contra o Irã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, busca agora um acordo de paz duradouro com o Líbano e o desarmamento do Hezbollah.

O governo libanês, que não é parte do conflito armado, almeja um cessar-fogo e a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.

Após seis semanas de confrontos entre Hezbollah e Israel, mais de 2 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas devido aos ataques e incursões israelenses iniciados em 2 de março.

rc (DPA)

Grupo de 17 países pede inclusão do Líbano em esforços de desescalada no Oriente Médio

Um grupo de 17 países, incluindo França, Reino Unido e Espanha, pediu nesta terça-feira a inclusão do Líbano nos "esforços de desescalada" no Oriente Médio, em comunicado conjunto no qual pede a todas as partes para "trabalharem em prol de uma solução política duradoura".

"A continuação da guerra no Líbano põe em risco a atual desescalada regional, que saudamos e que deve ser plenamente respeitada por todas as partes", afirmaram os ministros das Relações Exteriores do grupo de países.

O grupo condenou "nos termos mais veementes" os ataques do Hezbollah contra Israel e os bombardeios israelenses no Líbano, assim como os ataques à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

Os países enfatizam a necessidade de implementar integralmente a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que rege o cessar-fogo de 2006 e o destacamento das Forças Armadas do Líbano e da Unifil no sul do país.

Os chanceleres também elogiaram a decisão do governo libanês de proibir as atividades militares do Hezbollah e de fortalecer a autoridade do Estado em Beirute e o monopólio estatal sobre armamentos.

No texto, os países saúdam a iniciativa do presidente libanês, Joseph Aoun, de iniciar negociações diretas com Israel e solicitam a ambos os governos que aproveitem a atual "janela de desescalada" entre Estados Unidos e Irã para promover a paz na região.

O comunicado é assinado também por Austrália, Bélgica, Croácia, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Islândia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, Eslovênia e Suécia.

Ele foi divulgado pouco antes do início das negociações em Washington entre os embaixadores nos EUA de Israel, Yechiel Leiter, e do Líbano, Nada Hamadeh Moawad, marcando o primeiro contato direto entre os dois países em mais de quatro décadas (eles não mantêm relações diplomáticas).

jps (EFE)

Trump afirma que negociações com Irã podem ser retomadas dentro de dois dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as negociações com o Irã no Paquistão para pôr fim à guerra podem ser retomadas nos próximos dois dias.

Em entrevista por telefone com uma enviada especial do jornal New York Post em Islamabad, o líder republicano recomendou à jornalista que permanecesse nos próximos dias na capital paquistanesa.

"Você deveria ficar lá, sério, porque algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá. É mais provável, sabe por quê? Porque o quarterback (posição do futebol americano responsável por armas as jogadas de ataque) está fazendo um excelente trabalho", disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos se referia ao general paquistanês Asim Munir, com quem estabeleceu uma relação próxima no ano passado durante o conflito entre Paquistão e Índia.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, liderou no último sábado a primeira rodada de negociações com o Irã em Islamabad, no que foi a reunião de mais alto nível entre os dois países desde que romperam relações devido à revolução islâmica de 1979.

Após mais de 20 horas de negociações, ambas as delegações deixaram o Paquistão sem um acordo e Trump ordenou à Marinha dos EUA que bloqueasse o estreito de Ormuz, tal como Teerã fez após o início da guerra no passado dia 28 de fevereiro.

Jps (EFE)

Israel e Líbano iniciam negociações diretas em Washington para encerrar ataques

Representantes de Israel e Líbano iniciaram nesta terça-feira (14/04) em Washington, na presença do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negociações diretas para pôr fim aos ataques e incursões israelenses em seu vizinho do norte, que começaram após a guerra com o Irã.

O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reuniram na sede do Departamento de Estado nas primeiras conversas diretas em mais de 30 anos, embora sem a participação do grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerã.

Ao iniciar o encontro, Rubio qualificou a reunião de "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo disse, têm sido vítimas tanto os israelenses quanto os libaneses.

"Todas as complexidades deste assunto não serão resolvidas nas próximas seis horas, mas podemos começar a avançar e criar o marco no qual algo possa acontecer, algo muito positivo", acrescentou o chefe da diplomacia americana.

Além de Rubio, Leiter e Hamadeh, também participam o conselheiro do Departamento de Estado, Mike Needham; o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz; e o embaixador americano no Líbano, Michel Issa.

As conversas ocorrem após seis semanas de confrontos entre Hezbollah e Israel em território libanês, onde mais de 2 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas devido aos ataques e incursões israelenses desde 2 de março.

jps (EFE)

FMI reduz previsão de crescimento global, mas eleva a do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu para baixo a previsão de crescimento global em 0,2 ponto percentual em relação às projeções anteriores, de janeiro.

Na primeira atualização da entidade desde o início da guerra de Estados Unidos e Israel no Irã e a consequente crise energética, o FMI projetou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global de 3,1%, em comparação com a estimativa anterior, que apontava uma alta de 3,3%. Em 2025, a expansão econômica ficou em 3,4%.

Segundo o economista-chefe da entidade, Pierre-Olivier Gourinchas, o crescimento econômico mundial seria revisto para 3,4% em 2026, se não fosse pela guerra.

Os dados foram publicados no relatório "Perspectivas da Economia Mundial". O documento também prevê uma alta de 4,4% na inflação global em 2026, 0,6 p.p. acima da estimativa publicada em janeiro.

Brasil se beneficiará da crise, diz entidade

O Brasil, por outro lado, teve o crescimento do PIB revisto para cima em 0,3 p.p., para 1,9%. A estimativa é mais otimista que a do Banco Central (BC), que indicou um incremento de 1,6%, e a do governo federal, de 1,8%.

Segundo o organismo internacional, a maior economia da América Latina será beneficiada em 2026 por sua condição de exportador líquido de energia, o que lhe permitirá tirar proveito da alta dos preços internacionais.

Além disso, estima que o impacto do conflito no Oriente Médio terá um efeito positivo líquido de 0,2 ponto percentual no PIB brasileiro para este ano.

No entanto, para 2027, o FMI reduziu a previsão da economia brasileira em 0,3 p.p., para uma alta de 2%, por causa do choque de preços e consequente redução no investimento.

Apesar do ajuste para baixo para o próximo ano, o organismo destacou que o Brasil conta com ferramentas sólidas para resistir à crise, por possuir "reservas internacionais adequadas, uma baixa dependência da dívida em moeda estrangeira e amplos colchões de liquidez por parte do governo".

Maior impacto no Oriente Médio

Entre as duas maiores economias do mundo, o crescimento dos EUA ainda deve acelerar para 2,3% este ano, embora o ritmo de crescimento tenha sido revisado ligeiramente para baixo.

"Os EUA estão se beneficiando, em certa medida, dos preços mais altos da energia", disse Gourinchas. Já o crescimento da China, de acordo com o FMI, deve ficar em 4,4%, também um pouco abaixo da previsão de janeiro.

O FMI sinalizou uma "desigualdade" subjacente em ambas as economias. A atividade interna fica atrás das exportações na China, enquanto o forte desempenho nos Estados Unidos tem sido acompanhado por um baixo crescimento do emprego.

Em toda a zona do euro, o crescimento econômico deve desacelerar para 1,1%, ante uma projeção de 1,4%, com a Alemanha e a França perdendo 0,3 pontos percentuais nas projeções.

Na Grã-Bretanha, a economia deve agora crescer 0,8%, a redução mais acentuada entre os países do G7, ante uma projeção anterior de 1,3%.

Os maiores afetados pela guerra serão os países do Oriente Médio e Norte da África. Segundo o relatório, o PIB da região deverá crescer de 1,1% em 2026, abaixo dos 3,2% projetados para 2025, visto que a região sofreu "o impacto mais direto do conflito". A projeção anterior, publicada em janeiro, era de alta de 3,9%.

De acordo com o FMI, o Irã deverá registrar uma retração de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa anterior à guerra apontava um crescimento de 1,1%.

O Catar, onde uma das principais instalações de produção de gás natural foi danificada, a atividade econômica deverá recuar 8,6% em 2026. Já o PIB do Iraque deverá cair 6,8% em 2026.

Já a Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto, está em melhor situação graças ao acesso ao Mar Vermelho, o que permite ao país contornar o Estreito de Ormuz. O crescimento da maior economia da região deverá atingir 3,1% em 2026, em comparação com os 4,5% previstos anteriormente.

Fcl (Lusa, EFE, AFP)

Paquistão busca 2ª rodada de negociações de paz entre EUA e Irã até o fim da semana

O Paquistão pretende organizar uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã no final desta semana ou no início da próxima, após ter enviado uma proposta formal a ambas as delegações para resolver os pontos pendentes do conflito.

"As coisas estão evoluindo positivamente e existe a possibilidade de que as delegações realizem uma segunda rodada de conversações no final desta semana ou no início da próxima", confirmou à agência de notícias EFE uma fonte diplomática sob condição de anonimato.

Segundo essa fonte, a maior parte das questões foi acordada no encontro do último fim de semana, motivo pelo qual uma segunda reunião "poderia levar a um avanço se ambas as partes aceitarem resolver suas divergências".

Esta nova tentativa diplomática busca superar o impasse em torno do programa nuclear do Irã, que foi o principal obstáculo do diálogo no último domingo. Segundo informaram fontes de segurança, Washington exige que Teerã renuncie totalmente ao seu direito de enriquecimento de urânio, uma exigência que a equipe liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, impôs como limite intransponível.

Por sua vez, a delegação iraniana defende seu direito de enriquecer urânio, pelo menos para uso civil, e condicionou qualquer cessão de material nuclear ao controle total do estreito de Ormuz, uma exigência que os EUA rejeitaram.

Embora fontes paquistanesas tenham visto o anúncio de fracasso de Vance como "precipitado", Islamabad considera a base logística do acordo já estabelecida.

O governo paquistanês, que atua como mediador, intensificou seu diálogo com ambas as partes para evitar que a falta de consenso comprometa a trégua em vigor.

"O Paquistão enviou sua proposta e espera receber uma resposta positiva. É assim que funciona a diplomacia", acrescentou a fonte consultada, que destacou a necessidade de se chegar a uma conclusão definitiva neste novo contato.

Esta iniciativa diplomática coincide com a visita do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, à Arábia Saudita, ao Catar e à Turquia, com o objetivo de coordenar o apoio dos aliados regionais antes que a trégua expire no próximo dia 22 de abril.

Novas conversas seriam marcadas pelo bloqueio naval de Washington aos portos iranianos e por um mercado energético onde o preço do petróleo se mantém em torno de 100 dólares por barril.

md (EFE, ots)

Ministro de Israel diz buscar paz com Líbano e aponta Hezbollah como problema

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, afirmou nesta terça-feira, a poucas horas das conversas diretas em Washington entre Israel e Líbano para um cessar-fogo, que seu país quer "alcançar a paz e a normalização" com a nação vizinha, mas acrescentou que o problema de ambos é o grupo xiita Hezbollah.

"Israel e Líbano não têm grandes disputas entre si. O problema é o Hezbollah", disse Sa'ar durante uma entrevista coletiva em Jerusalém, e lembrou que o governo libanês se comprometeu a desmantelar estas milícias, motivo pelo qual Israel analisará como cooperar com ele.

"Podemos falar sobre os termos de um acordo-quadro para o futuro, mas lembremos sempre que o problema para a segurança de Israel é o problema para a soberania do Líbano: o Hezbollah", insistiu.

E acrescentou que esse problema "deve ser abordado para poder passar a uma fase diferente". "Queremos alcançar a paz e a normalização", acrescentou.

Reunião em Washington

Nesta terça, o Líbano senta-se à mesa de negociação com Israel de forma direta pela primeira vez em mais de quatro décadas para tentar pôr fim aos ataques israelenses em território libanês, conversas das quais o Hezbollah não fará parte.

O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reunirão em Washington seis semanas após o início de uma guerra que deixa mais de 2 mil mortos no Líbano e após sete dias do cessar-fogo no Irã, do qual Beirute preferiu desvincular-se para manter uma postura independente.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fará parte das conversas entre os embaixadores, de acordo com a imprensa local.

md (EFE, ots)

Macron e Starmer presidirão conferência sobre desbloqueio de Ormuz

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, copresidirão uma conferência nesta sexta-feira, reunindo países "não beligerantes" dispostos a colaborar em uma missão "puramente defensiva" para restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, anunciaram fontes do Palácio do Eliseu nesta terça-feira.

O encontro já havia sido anunciado no dia anterior por Macron em suas redes sociais, mas sem especificar a data exata.

Em uma mensagem em sua conta no Twitter, Macron enfatizou particularmente o fato de que esta missão seria "estritamente defensiva e distinta dos beligerantes", excluindo, portanto, os Estados Unidos, Israel e Irã. Ele também insistiu, como reiteraram fontes do Palácio do Eliseu, que seu objetivo é que a missão seja implantada "assim que a situação permitir".

Em consonância com essa abordagem, o chefe de Estado francês insistiu na via diplomática: "Uma solução sólida e duradoura para o conflito no Oriente Médio por meios diplomáticos", a fim de "proporcionar à região uma estrutura robusta" dentro da qual todas as partes possam "viver em paz e segurança", afirmou.

Em 26 de março, a França e o Reino Unido realizaram uma videoconferência com os chefes de Estado-Maior de 35 países para preparar uma possível coalizão para ajudar a retomar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, condicionada à cessação das hostilidades.

Esta conferência, cuja lista de participantes ainda não foi divulgada pelo Palácio do Eliseu, acontecerá cinco dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que os Estados Unidos assumiriam o controle do Estreito de Ormuz.

Desde o início da guerra, o Irã mantém essa via navegável estratégica praticamente fechada, rota por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, permitindo a navegação apenas de alguns navios.

md (AFP, EFE)

Itália suspende acordo de defesa com Israel

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, de extrema direita, anunciou nesta terça-feira que seu país está suspendendo o acordo de defesa com Israel, que envolve a troca de equipamentos militares e pesquisa tecnológica.

"Em vista da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel", disse Meloni a jornalistas à margem de um evento em Verona, no norte da Itália.

md (AFP, ots)

China classifica de "perigoso e irresponsável" bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz

A China classificou nesta terça-feira como "perigoso e irresponsável" o bloqueio anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e advertiu que a medida pode agravar a tensão e colocar em risco o cessar-fogo, em um momento de crescente incerteza sobre a segurança da navegação nessa via estratégica.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinesa, Guo Jiakun, afirmou em entrevista coletiva que o reforço da mobilização militar americana e as ações de bloqueio elevarão a tensão e "minarão o já frágil cessar-fogo".

Guo ressaltou que a situação se encontra em uma "fase crítica" e destacou que a prioridade deve ser evitar uma retomada das hostilidades e preservar a atual suspensão temporária dos combates, ao mesmo tempo em que instou todas as partes a respeitarem os compromissos alcançados e a avançarem pela via do diálogo.

O porta-voz destacou que apenas mediante um "cessar-fogo integral" podem ser criadas as condições para aliviar a situação no estreito e garantir a segurança da navegação, e reiterou o apelo para se avançar pelo caminho do diálogo e da negociação.

Questionado sobre informações de que um petroleiro vinculado à China estaria operando na região, Guo evitou se pronunciar sobre o caso concreto e limitou-se a insistir na necessidade de garantir a segurança e a fluidez do trânsito marítimo no estreito.

md (EFE, ots)

Petroleiros passam por Ormuz no 1° dia do bloqueio dos EUA

Um terceiro petroleiro ligado ao Irã entrou no Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz nesta terça-feira, no primeiro dia completo do bloqueio dos EUA a embarcações que atracam em portos iranianos, segundo dados de navegação.

Como as três embarcações que transitavam pelo estreito não estavam se dirigindo a portos iranianos, elas não estão sujeitas ao bloqueio.

O Peace Gulf, um petroleiro de médio porte com bandeira do Panamá, ruma ao porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da LSEG.

A embarcação normalmente transporta nafta iraniana, matéria-prima petroquímica, para outros portos do Oriente Médio fora do Irã para exportação para a Ásia, segundo dados da Kpler.

Antes disso, dois petroleiros sancionados pelos EUA passaram pelo estreito.

O petroleiro Handy Murlikishan está a caminho do Iraque para carregar óleo combustível em 16 de abril, segundo dados da Kpler. A embarcação, anteriormente conhecida como MKA, transportou petróleo russo e iraniano.

Outro petroleiro sancionado, o Rich Starry, seria o primeiro a atravessar o estreito e sair do Golfo desde o início do bloqueio, de acordo com dados da LSEG e da Kpler.

O petroleiro e seu proprietário, a Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, foram sancionados pelos Estados Unidos por negociarem com o Irã. A empresa não pôde ser contatada imediatamente para comentar.

O Rich Starry é um petroleiro de médio porte que transporta cerca de 250 mil barris de metanol, segundo os dados. O navio carregou a carga em seu último porto de escala, Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo os dados.

O petroleiro de propriedade chinesa tem tripulação chinesa a bordo, também de acordo com os dados.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou na terça-feira que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos é "perigoso e irresponsável", alertando que isso só agravaria as tensões. Não mencionou se navios chineses estavam passando pelo estreito.

md (Reuters, ots)

Petroleiros dão meia-volta ao chegarem a Ormuz após bloqueio dos EUA, diz MarineTraffic

Dois petroleiros mudaram de rumo ao chegarem ao Estreito de Ormuz após a aplicação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos às 14h GMT (11h de Brasília) nesta estratégica via marítima por onde passam cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo, segundo a plataforma de monitoramento de embarcações MarineTraffic.

O primeiro navio, batizado Rich Starry, de 188 metros de comprimento e bandeira do Malawi, deu meia-volta "poucos minutos após se aproximar do estreito", disse a plataforma, que acrescentou que a embarcação havia deixado o ancoradouro de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, nesta mesma segunda-feira e navegava com destino à China.

O outro petroleiro foi identificado como Ostria, de 175 metros de comprimento e bandeira de Botsuana, e segundo a MarineTraffic também mudou de rumo após se aproximar do estreito.

A empresa Kpler lembrou que, embora o trânsito através de Ormuz tenha mostrado "um ligeiro aumento" durante o fim de semana, em meio às conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão, que terminaram sem acordo, o bloqueio americano adiciona incerteza sobre a retomada dos fluxos de navegação.

"Os movimentos de navios-tanque GNL (gás natural liquefeito) continuam em ponto morto, com embarcações paradas em ambos os lados do estreito e operadores que ainda esperam garantias de segurança mais claras antes de reingressar na rota", informou a companhia.

A plataforma de monitoramento de petroleiros Tanker Trackers afirmou em sua conta no X (ex-Twitter) ter detectado em imagens de satélite um petroleiro que partiu da ilha de Khark, no Irã, simulando em seu Sistema de Identificação Automática (AIS) que havia zarpado na Arábia Saudita.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira "eliminar imediatamente" qualquer navio iraniano que desrespeite o bloqueio que militares americanos iniciaram no Estreito de Ormuz.

A mensagem foi dada apenas meia hora depois de entrar em vigor o bloqueio que as forças americanas executam no Estreito de Ormuz.

md (EFE, ots)

ONGs alertam para aumento das execuções no Irã

As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025 e ameaçam executar ainda mais em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel.

A denúncia foi divulgada em um relatório anual divulgado pelas ONGs Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, e Together Against the Death Penalty (ECPM), em Paris.

Segundo o relatório, o número de execuções no ano passado representou um aumento de 68% em relação às 975 pessoas mortas pelo regime 2024, e também incluiu 48 mulheres.

Se a República Islâmica "sobreviver à crise atual, há um sério risco de que as execuções sejam usadas ainda mais amplamente como ferramenta de opressão e repressão", diz o documento.

A IHR - que exige ao menos duas fontes para confirmar uma execução, a maioria das quais não é noticiada na imprensa oficial iraniana - disse que o número representa um "mínimo absoluto" do total de enforcamentos em 2025.

Número sem precedentes

O relatório afirma que o número de execuções foi de longe o mais alto desde que a IHR começou a monitorar os dados em 2008, e o maior número relatado desde 1989, nos primeiros anos da Revolução Islâmica.

Raphael Chenuil-Hazan, diretor-executivo da ECPM, afirmou que é necessário que a questão da abolição da pena de morte esteja no centro de quaisquer negociações entre o Irã e o Ocidente sobre o fim definitivo do conflito. Segundo ele afirmou em coletiva de imprensa em Paris, nesta segunda-feira, a "realidade é a mesma" após mais de cinco semanas de bombardeios no Irã que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.

O relatório também alerta que "centenas de manifestantes detidos continuam correndo o risco de serem condenados à morte e executados" após serem acusados de crimes capitais relacionados aos protestos de janeiro de 2026, que foram brutalmente reprimidos pelo regime e que, segundo grupos de direitos humanos, deixaram milhares de mortos e dezenas de milhares de presos.

Mesmo durante a guerra, o Irã enforcou sete pessoas em conexão com os protestos de janeiro - seis homens condenados por pertencerem ao grupo de oposição banido Mujahedin do Povo do Irã (MEK) e um cidadão com dupla nacionalidade iraniana e sueca acusado de espionagem para Israel.

Pena de morte para manifestantes

O diretor do IHR Mahmood Amiry-Moghaddam afirmou que sentenças de morte foram emitidas contra pelo menos 26 outras pessoas presas durante os protestos de janeiro, sendo que "várias centenas" de acusados enfrentam processos que podem levá-los à execução. Ele disse ainda que havia mais de 500 outros possíveis casos de execuções em 2025

Em 2025, ao menos 48 mulheres foram executadas, o maior número registrado em mais de 20 anos e um aumento de 55% em relação a 2024, quando 31 mulheres foram enforcadas, de acordo com as ONGs. Destas, 21 foram executadas por assassinar seus maridos ou noivos, segundo o relatório.

Quase todos os enforcamentos ocorreram dentro de prisões, embora os enforcamentos públicos tenham mais que triplicado, chegando a 11 em 2025, de acordo com o relatório.

Segundo Amiry-Moghaddam, havia mais de 500 outros possíveis casos de execuções em 2025 que não puderam ser comprovados.

rc (AFP)

Bloqueio de portos iranianos pelos EUA entra em vigor

O prazo anunciado pelo presidente Donald Trump para a imposição de um bloqueio a portos iranianos foi ultrapassado nesta segunda-feira (13/04), às 11h do horário de Brasília.

Trump anunciou o bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz após as negociações de paz do fim de semana com Teerã terminarem sem um acordo.

Os militares dos EUA haviam anunciado no domingo que começariam a bloquear todos os portos iranianos do Golfo, permitindo apenas que navios que não estejam indo ou vindo do Irã passem pelo estreito.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), o bloqueio será centrado no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a leste do Estreito de Ormuz, e se aplicará a todo o tráfego de embarcações,

independentemente da bandeira;

"Qualquer embarcação que entrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e captura", disse o comando. "O bloqueio não impedirá a passagem de trânsito neutro pelo Estreito de Ormuz para ou de destinos não iranianos."

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o bloqueio após o fracasso das negociações para encerrar a guerra de seis semanas entre os EUA e o Irã, fazendo com que os preços do petróleo voltassem a ultrapassar os US$ 100 por barril. O bloqueio aumenta a incerteza sobre como os navios transitarão pela importante hidrovia, usada para transportar um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás.

O bloqueio "abrange toda a costa iraniana, incluindo, entre outros, portos e terminais de petróleo", segundo os EUA, acrescentando que remessas humanitárias, incluindo alimentos, suprimentos médicos e outros bens essenciais, seriam permitidas, sujeitas a inspeção.

Fontes do setor de transporte marítimo disseram na segunda-feira que a incerteza sobre a aplicação do bloqueio era mais uma complicação para os navios presos no Golfo.

"O anúncio dos EUA sobre os planos de bloquear o Estreito de Ormuz traz mais incerteza à situação. O trânsito pelo estreito aumentou nos últimos dias, mas permanece bem abaixo dos níveis pré-crise", disse a corretora de navios Clarksons em uma nota na segunda-feira.

Teerã ameaçou retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após as negociações do fim de semana não terem chegado a um acordo para encerrar a guerra, colocando em risco o cessar-fogo.

Dois petroleiros ligados ao Irã deixaram o Golfo na segunda-feira pelo estreito, antes do bloqueio planejado pelos EUA, conforme dados de navegação da Kpler e da LSEG.

jps (Reuters, ots)

Presidente da Comissão Europeia afirma que ataques ao Líbano inviabilizam estabilidade no Oriente Médio

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta segunda-feira (13/04) que não poderá haver estabilidade no Oriente Médio nem no Golfo Pérsico enquanto o Líbano estiver em chamas e pediu a "cessação completa das hostilidades".

A afirmação foi feita após uma reunião do colégio de comissários centrada na situação no Oriente Médio e no seu impacto para a UE.

Von der Leyen ressaltou que "os contínuos ataques ao Líbano ameaçam fazer descarrilar todo o processo" para restabelecer a paz na região.

"Não se pode ter estabilidade no Oriente Médio ou no Golfo enquanto o Líbano estiver em chamas. Pedimos a todas as partes que respeitem a soberania do Líbano e que seja implementada a cessação completa das hostilidades", indicou.

Por outro lado, destacou que qualquer acordo alcançado nesse contexto "deverá abordar as preocupações com o programa nuclear e balístico iraniano e as ações para obstruir a navegação no Estreito de Ormuz".

A presidente da Comissão ressaltou ainda que o fechamento dessa passagem é "enormemente prejudicial" e que o restabelecimento da navegação é de "enorme importância para nós".

Von der Leyen também se referiu ao "frágil cessar-fogo" alcançado entre Estados Unidos e Irã, parabenizou o Paquistão por seu trabalho de mediação e convidou a observar "como as coisas caminham".

Além disso, explicou que, embora "nenhuma ajuda possa substituir a paz", a UE "está mobilizando assistência imediata para a população do Líbano".

JPS (EFE)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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