Goiana estuda comunicação científica em Barcelona
Abrir horizontes, viver em uma cultura diferente e ter estímulos que não tinha no Brasil foi a principal motivação da goiana Elisa Almeida França, uma jornalista de 24 anos que mora hoje em Barcelona (Espanha). Lá, ela cursa desde agosto do ano passado uma especialização em Comunicação Científica - Meio Ambiente e Biotecnologia na Universidade Pompeu Fabra. Além disto, Elisa faz um estágio e estuda espanhol na Escola Oficial de Idiomas da Catalunha.
Em seus últimos anos de faculdade na Universidade Federal de Goiás, Elisa já planejava fazer um curso fora do Brasil. Ela tinha em mente estudar em um país de língua espanhola, e chegou a cogitar algum lugar na América Latina, como Chile ou Costa Rica. No entanto, a Espanha se mostrou a melhor opção, por ser um país europeu, o que, segundo a goiana, atenderia melhor suas expectativas. Após muito pesquisar na Internet e se comunicar com professores espanhóis, Elisa optou por se mudar para Barcelona.
Elisa afirma que os brasileiros são muito bem acolhidos na Espanha. "Todos são fascinados pelo Brasil, conhecem brasileiros, gostam da música brasileira, do sotaque, da simpatia", diz, ressaltando que sempre procura acabar com alguns conceitos estereotipados que algumas pessoas têm do país. Segundo a estudante, nao é difícil fazer amigos em Barcelona, mas sim fazer amigos nascidos lá. "Os catalães são meio fechados, algo que eles mesmos reconhecem", afirma.
Não houve muitas dificuldades para Elisa se adaptar à vida em Barcelona, assim como a saudade não bateu tanto quanto esperava. "Há os dias de saudade e choro, de escutar uma bossa nova e dar um aperto, mas não são muitos", diz. Apesar disto, a estudante dá como certa a sua volta ao Brasil. A goiana acha muito interessante viver no exterior, pelo aprendizado e pelo contato com outra cultura, e reconhece os problemas existentes no Brasil, mas ela diz que pretende trabalhar para melhorar esta situação. "Não há nada como estar em casa, ainda mais em um lugar tão especial quanto o Brasil", afirma.
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