"Segunda-feira é ruim em qualquer lugar"
Segunda-feira, 22 de abril de 2002
Segunda-feira é ruim em qualquer lugar mesmo. É definitivamente um péssimo dia para cortar o cabelo! Fui com uma amiga a uma escola de cabeleireiros para mudar o visual (pelo menos é grátis...). Se já é difícil falar a mesma língua do cabeleireiro em português, em espanhol foi um pouco mais complicado. Além disso, eles têm um estilo bastante "autêntico" de cortar o cabelo. A galera é bem ousada, ainda mais aos meus olhos (e madeixas) goianos.
O que eu tenho feito esses dias é me preparar para a chegada dos meus pais, que vêm me visitar. Estou superfeliz, mas também superansiosa (tenho um tique: meu olho nao pára de "saltar"). Já fiz listas de lugares em que eles têm que ir, como a Pedrera e a Casa Batló, do Gaudí, e o Palácio de Música Catalana, de um arquiteto também muito famoso aqui chamado Lluis Domenech i Montaner.
Também vou dizer para eles passearem pela Ribera e por Gracia, os bairros mais charmosos de Barcelona. Definitivamente quero acompanhá-los a uma vinheteria que eu adoro, que fica no chamado "casco antigo" da cidade, em uma ruazinha toda pequenininha, antiga e tal. Tem um vinho ótimo e os melhores "tapas" do mundo. Os "tapas" sao os aperitivos, e o mais típico de todos da Catalunha é o pao com tomate ("pá amb tomaquet"). Tem também os embutidos, os queijos e, claro, a tortilla (ovo com batata). Hm!
Só tivemos um pequeno azar. É que a Fórmula 1 será no próximo fim de semana e os hotéis estão todos lotados. Já fiz milhares de ligaçoes e acabei achando um não tão bem localizado como eu gostaria, mas que está OK. Por que a gente sempre deixa para fazer as coisas de última hora? Já tinha passado por isso antes, tentando arrumar lugar para amigos ou parentes se hospedarem... um sufoco! Barcelona está sempre lotada.
Fora isso, aproveitei para ir ao Parque da Ciutadella ontem. A primavera nos presenteou com um dia lindo e estava uma delícia! Além disso, havia uma feira acontecendo ali no fim de semana. Comida, conferências e barraquinhas de ONGs, além de muita gente. Ali no meio, uma batucada e um sambinha chamavam a atençao dos passantes para a barraca das caipirinhas. Essas sempre fazem sucesso.
Elisa Almeida França
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