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Escorpião-amarelo se espalha pelo RS e preocupa autoridades de saúde

Espécie altamente venenosa já foi identificada em pelo menos nove cidades do estado, exigindo medidas de prevenção e controle

5 fev 2025 - 10h06
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O aumento da presença do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) em diversas cidades do Rio Grande do Sul tem gerado alerta entre as autoridades de saúde. Considerado um dos escorpiões mais venenosos do Brasil, ele representa um risco significativo, especialmente para crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

A Secretaria da Saúde do RS reforçou as orientações sobre como agir ao encontrar o animal, que já foi identificado em Porto Alegre, Alvorada, Esteio, Sapucaia do Sul, São Sebastião do Caí, Nova Bassano, Horizontina, Três de Maio e Marcelino Ramos. Nos últimos dez anos, a espécie foi detectada em quase 40 municípios gaúchos, sendo que 17 já registraram acidentes com picadas.

Risco da infestação e reprodução acelerada

O escorpião-amarelo se destaca por sua capacidade de reprodução rápida. Sem necessidade de acasalamento, as fêmeas geram, em média, 20 filhotes a cada ciclo, podendo produzir até 160 descendentes ao longo da vida, que dura aproximadamente quatro anos.

Essa facilidade de reprodução, somada à sua preferência por ambientes urbanos, como ralos, esgotos, bueiros, entulhos e frestas de paredes, torna a infestação ainda mais difícil de conter.

O que fazer em caso de picada?

A picada do escorpião-amarelo pode causar dor intensa, náuseas, vômitos, sudorese excessiva, taquicardia e salivação intensa. Em casos graves, pode levar à morte se o tratamento não for rápido.

Pessoas atacadas devem ser levadas imediatamente a hospitais que disponham do soro antiescorpiônico, distribuído pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Para informações e notificações de incidentes, o telefone 0800-721-3000 está disponível para atendimento.

Como prevenir infestações?

A presença de baratas, principal fonte de alimento dos escorpiões, favorece sua proliferação. Portanto, manter os ambientes limpos e livres de entulho é essencial para reduzir o risco de infestação.

Medidas de prevenção:

Eliminação de entulho em terrenos, quintais e jardins.

Vedação de fossas sépticas, frestas e buracos em paredes e rodapés.

Instalação de telas em ralos, pias e tanques.

Verificação de roupas, sapatos e toalhas antes do uso.

Manter camas e berços afastados das paredes.

Uso de equipamentos de proteção ao manusear entulho e lixo.

Outra estratégia importante é a preservação dos predadores naturais do escorpião, como sapos, lagartos, gambás e corujas.

Diferentemente do que se imagina, o uso de inseticidas não é recomendado, pois pode espalhar os escorpiões, dificultando o controle. A captura deve ser realizada por profissionais capacitados, com uso de equipamentos de proteção. Os animais recolhidos são enviados ao Centro de Informações Toxicológicas do RS (CIT-RS) para análise.

Alerta máximo para controle da espécie

Com o aumento das infestações, autoridades reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e ações de combate ao escorpião-amarelo. Medidas preventivas e informações sobre o animal podem ser decisivas para reduzir os riscos à população.

Porto Alegre 24 horas
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