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Emilia Clarke diz ter tido medo de ser demitida de 'Game of Thrones' após dois aneurismas

Entre 2011 e 2013 a atriz passou pelas intercorrências cerebrais, quase entrou em coma e teve parte de seu crânio substituído por placa de titânio

12 jun 2024 - 15h27
(atualizado às 15h33)
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A atriz passou pelos aneurismas entre 2011 e 2013
A atriz passou pelos aneurismas entre 2011 e 2013
Foto: Reprodução/ X / Perfil Brasil

A atriz Emilia Clarke revelou que quando sofreu dois aneurismas entre 2011 e 2013 um de seus maiores medos era perder o papel em Game of Thrones, série que impulsionou sua carreira. Clarke interpretava, na época, a Daenerys Targaryen e passou pelas hemorragias cerebrais logo no final da primeira temporada.

Após o primeiro aneurisma, a atriz perdeu a capacidade de falar, teve que passar por uma cirurgia e quase entrou em coma. Em entrevista ao The Big Issueela revelou que seu primeiro pensamento foi no emprego. "O primeiro medo que todos tivemos foi: 'Oh meu Deus, vou ser demitida? Vou ser demitida porque acham que não sou capaz de completar o trabalho?'", disse.

Em entrevista à Harper's Bazaar, ela disse que em momento delicado com a saúde, a única coisa que a preocupava era seu trabalho, e que chegou a sentir vergonha da situação. "Nunca cedi a nenhum sentimento de 'Por que eu? Isso é uma merda'. Eu estava tipo - preciso voltar a isso [trabalhar]. Para ser brutalmente honesta, a coisa toda me deixou muito envergonhada. Como se eu estivesse quebrada. Como se os produtores devessem pensar que não sou uma pessoa confiável que eles contrataram", revelou.

Clarke passou por um processo de reabilitação e foi capaz de continuar as gravações. Até hoje, ela é adorada pelo público por sua atuação na série.

Os aneurismas de Emilia Clarke

Aos 24 anos, em 2011, Emilia Clarke sofreu a primeira hemorragia cerebral, e dois anos depois, em 2013, sofreu uma segunda. Ela disse que ficou "alterada em um nível dramático", principalmente devido às intercorrências.

A atriz sofreu de hemorragia subaracnóidea, que é quando sangue extravasa das veias e acaba em partes do cérebro responsáveis pelo sistema nervoso central, que é coberto por fluido. Este processo foi causado por um aneurisma: um vaso do cérebro de Clarke estourou.

Parte de seu crânio teve que ser substituído por uma placa de titânio durante cirurgia de emergência. Os aneurismas, inclusive, deixaram parte de seu cérebro debilitadas. "Você ganha muita perspectiva. A quantidade de meu cérebro que não é mais utilizável... Falta um pouco que sempre me faz rir", disse ela à BBC.

Após passar por esta experiência traumática, Clarke e sua mãe Jenny fundaram uma organização para apoiar e oferecer suporte para pessoas com lesões cerebrais, a SameYou. Devido ao trabalho que fazem com a instituição, ambas foram premiadas como membros da Magnífica Ordem do Império Britânico.

*texto sob supervisão de Tomaz Belluomini

 
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