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Em meio à tensão com Irã, EUA começam a evacuar funcionários diplomáticos de Israel

27 fev 2026 - 15h01
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Em meio a tensões com o Irã, EUA autorizam funcionários não essenciais a deixarem o país devido a riscos de segurança e enquanto "voos comerciais estão disponíveis". Reino Unido e China retiram pessoal de Teerã.Os Estados Unidos autorizaram nesta sexta-feira (27/02) a saída de funcionários não essenciais de sua embaixada em Israel em meio à ameaça de ataque americano contra o Irã e também recomendou que seus cidadãos não viajem ao país. Já o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido retirou "temporariamente" sua equipe diplomática de Teerã, movimento seguido pela China.

Embaixada sugere que voos comerciais podem ser suspensos
Embaixada sugere que voos comerciais podem ser suspensos
Foto: DW / Deutsche Welle

Com a chegada prevista do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, à costa de Israel, a embaixada americana anunciou que permitiria a saída de funcionários não emergenciais e seus familiares do país "devido a riscos de segurança".

"As pessoas podem considerar deixar Israel enquanto voos comerciais ainda estão disponíveis", disse a embaixada americana.

O jornal americano New York Times também informou que o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, enviou um e-mail ao corpo diplomático na manhã de sexta-feira dizendo que aqueles que desejassem partir "deveriam fazê-lo HOJE". O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, realizará conversas sobre o Irã em Israel na segunda-feira, anunciou o Departamento de Estado.

As decisões acontecem um dia após uma nova rodada de negociações entre Irã e EUA, vista como uma última tentativa de evitar uma guerra. Os EUA avançam com uma mobilização militar recorde no Oriente Médio, enquanto o presidente americano, Donald Trump, pressiona pelo fim do programa nuclear iraniano.

O otimismo inicial foi contido por um alerta de Teerã de que Washington precisa abandonar "exigências excessivas" para que um acordo seja possível. O Irã ameaça atacar Israel em retaliação, aumentando o risco de que uma ação militar desencadeie outra guerra regional. As negociações foram reabertas após uma série de protestos mortais tomarem conta do Irã, levando à morte de milhares de pessoas.

Reino Unido e China retiram pessoal de Teerã

O aumento dos temores de conflito levou a China a se juntar a outros países ao pedir que seus cidadãos deixassem o Irã "o mais rápido possível". O Reino Unido também retirou sua equipe diplomática de Teerã.

"Devido à atual situação de segurança, tomamos a medida preventiva de retirar temporariamente a equipe britânica do Irã", disse o Reino Unido em um comunicado. A embaixada britânica "continua operando remotamente" após ter sido fechada em meados de janeiro, afirmou.

O Reino Unido não parece ter retirado funcionários de Israel, mas continua desaconselhando viagens a algumas áreas do país por motivos de segurança. Segundo relatos, o governo britânico teria bloqueado um pedido de Trump para usar a base de Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, caso ele decida lançar uma campanha militar contra o Irã, devido a preocupações de que isso violaria o direito internacional.Reino Unido

Conversas sem resultado

Autoridades iranianas e omanenses classificaram as conversas de quinta-feira em Genebra como positivas, mas os Estados Unidos não comentaram publicamente o resultado.

O alto custo de vida no Irã provocou protestos em dezembro que abalaram a liderança dos aiatolás, resultando em uma repressão que matou ao menos 6 mil pessoas, segundo grupos de direitos humanos.

Trump deu ao Irã, em 19 de fevereiro, um prazo de 15 dias para chegar a um acordo. Enquanto Teerã insiste que as discussões tratem exclusivamente do programa nuclear, Washington quer limitar também o programa de mísseis iraniano e o apoio do país a grupos militantes.

Sem especificar a que exigências se referia, o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi afirmou que as negociações "avançaram muito bem" e que uma próxima rodada ocorreria em menos de uma semana.

Trump acusa Irã de desenvolver mísseis

Trump afirmou em seu discurso sobre o Estado da União, nesta semana, que o Irã estava trabalhando em mísseis capazes de atingir os Estados Unidos e acusou Teerã de "perseguir ambições nucleares sinistras".

O Irã sempre insistiu que seu programa nuclear é pacífico e classificou as acusações como "grandes mentiras".

Washington já tinha mais de uma dúzia de navios de guerra no Oriente Médio, incluindo outro porta-aviões, antes de enviar o Gerald R. Ford.

Uma tentativa anterior de negociação fracassou quando Israel lançou ataques contra o Irã em junho passado, iniciando uma guerra de 12 dias da qual os EUA participaram brevemente para bombardear instalações nucleares iranianas.

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, disse estar "extremamente alarmado" com o risco de uma escalada regional envolvendo o Irã e expressou preocupação com questões internas no país, onde protestos voltaram a ocorrer.

gq (AFP, DPA)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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