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TRE-MG diz que vídeo em que urna se 'autocompleta' é falso

Tribunal mineiro divulgou vídeo em que técnico realiza perícia em vídeo e mostra edições e cortes

7 out 2018
15h50
atualizado às 16h05
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BRASÍLIA - A Justiça Eleitoral de Minas Gerais informou na tarde deste domingo, 7, que é falso um vídeo em que uma urna eletrônica supostamente se "autocompleta" quando a tecla "1" é digitada, mostrando a imagem do candidato do PT, Fernando Haddad. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, disse que o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) foram acionados para investigar o caso. "Notícias falsas buscam disseminar desinformação", afirmou Rosa.

A publicação foi compartilhada no Twitter pelo candidato Flavio Bolsonaro (PSL), que disputa uma vaga ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro. "Está acontecendo diante de nossos olhos. Aperta a tecla '1' para presidente e aparece o indicado do presidiário! Quem souber onde aconteceu isso, favor me enviar zona e seção", diz o tuíte.

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais informou que o vídeo não é verdadeiro. "Os vídeos não mostram o teclado da urna, onde uma pessoa digita o restante do voto. Não existe a possibilidade de a urna autocompletar o voto do eleitor, e isso pode ser comprovado pela auditoria de votação paralela (disponível no site do TSE)", informa a Justiça Eleitoral.

"A informação que me foi passada é que acabou de chegar ao conhecimento do TSE a ocorrência deste vídeo e Polícia Federal e Ministério Público Federal já estão acionados para que seja constatada a existência dessa urna e que ela seja retirada e auditada, se de fato estiver traduzindo alguma irregularidade. E que seja devidamente explicitado, traduzido, e corrigido", disse Rosa Weber a jornalistas neste domingo.

"Não sei sequer se essa urna existe, não sei sequer se aconteceu, não sei se a imagem corresponde à realidade. Não vou ficar especulando. Se for verificada qualquer irregularidade, vamos atuar com rigor", disse Rosa.

Após o esclarecimento sobre o vídeo, Flávio Bolsonaro deletou o tuíte e agradeceu ao retorno dado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele não perdeu a oportunidade de pedir, mais uma vez, pelo voto impresso.

Estadão

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