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RS: Luciana Genro decide não revelar se votará no pai

A candidata à presidência pelo Psol no primeiro turno é filha do governador Tarso Genro (PT), que disputa a reeleição no Estado, e petistas têm expectativa de que ela declare voto no pai

10 out 2014
12h25
atualizado às 12h33
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A ex-deputada federal Luciana Genro, que disputou o primeiro turno das eleições presidenciais pelo PSol e obteve 1.612.186 dos votos (1,55%), ficando em quarto lugar, ainda não decidiu se vai abrir o voto no segundo turno da eleição estadual no Rio Grande do Sul. Luciana é filha do governador Tarso Genro (PT), que tenta a reeleição em uma disputa bastante acirrada com o peemedebista José Ivo Sartori. Há, entre petistas gaúchos, uma expectativa muito grande de que ela anuncie seu voto no governador.

<p>Luciana Genro</p>
Luciana Genro
Foto: Jovanir Medeiros / Futura Press

“Por enquanto, não vou me posicionar publicamente. Inclusive, pode acontecer de eu não me manifestar sobre este assunto. É uma hipótese que não está descartada, a de eu ficar quieta”, disse.

No Rio Grande do Sul, após o resultado do primeiro turno, no qual Tarso ficou em segundo lugar, o PT procurou pelo PSol, em busca de apoio, mas não obteve sucesso. O Psol, que também teve candidato ao governo (Roberto Robaina fez 47.138 votos, ou 0,77% dos válidos), decidiu não apoiar ninguém.

A decisão foi ainda mais dura para os petistas do que a do PSol nacional, que não vai apoiar nem Dilma Rousseff (PT) e nem Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial, mas indicou um direcionamento, ao propor expressamente que os eleitores do partido não votem em Aécio. “Recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais” informa a nota com a posição oficial do diretório nacional lançada nesta semana.

Em nota divulgada na quinta-feira, o PSol gaúcho afirma que Tarso e Sartori são partes de um mesmo modelo e que segue na oposição. Não há qualquer recomendação do partido para que seus eleitores não votem em Sartori. “O PSOL orienta seus militantes a tomarem livremente sua decisão e respeita aqueles que optarem por anular seu voto como forma de protesto a este regime político apodrecido e à política voltada aos interesses dos ricos que está representada nessas candidaturas”, diz o documento.

Luciana já decidiu que, em relação à eleição presidencial, não existe chance de que abra o voto.  Ela diz que para a disputa política era importante para o Psol “negar Aécio sem se alinhar com Dilma”. No seu caso em particular, explica: “Se eu revelar se vou votar na Dilma ou se vou votar nulo, isso acaba desequilibrando uma delicada harmonia, uma vez que meu voto teria um peso muito grande. Acreditamos que o eleitor do PSol tem capacidade para chegar as suas conclusões por conta própria.”

Fonte: Terra
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