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Governador do ES evita polarização nacional: 'Temos aliados que votam em mim e no Bolsonaro'

No Estado onde o presidente recebeu mais votos do que Lula no 1º turno, Renato Casagrande alega que não faz campanha colado em ninguém, apesar de seu partido, o PSB, integrar a chapa presidencial do petista

21 out 2022 - 10h10
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Na primeira vez em 28 anos que a eleição para o governo do Espírito Santo está sendo disputada em segundo turno, o governador Renato Casagrande (PSB) adotou a estratégia de descolar a sua imagem da do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na busca pela reeleição, enquanto seu adversário, Manato (PL), está ainda mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Filiado ao PSB, partido que integra a chapa presidencial de Lula, Casagrande, 61 anos, chegou ao segundo turno da disputa capixaba em 1° lugar com 46,9% dos votos, contra 38,4% de Manato.

Já na disputa nacional, Bolsonaro venceu em 56 dos 78 municípios capixabas e recebeu 52,2% dos votos, contra 40,4% de Lula, o que deixou o candidato pessebista à reeleição em uma situação delicada.

Nessa entrevista ao Estadão, Casagrande admite que aliados dele apoiam Bolsonaro, mas negou que tenha estimulado o 'Casanaro', nomenclatura usado no Estado para o voto "casado" nele e no presidente.

Qual é a sua expectativa para essa reta final da eleição no Espírito Santo?

O Espírito Santo conquistou nestes últimos anos um respeito muito grande dos brasileiros e dos capixabas. É hoje um Estado equilibrado e organizado que saiu das mãos do crime organizado. A minha eleição é a garantia que daremos continuidade à manutenção dos princípios e valores da administração pública. Meu adversário não debateu nada de relevante para o Brasil nos 16 anos que esteve na Câmara. Não tem preparo.

Como tem sido a presença do ex-presidente Lula na sua campanha e no horário eleitoral na TV?

Tenho citado o Lula nas reuniões, mas estamos focados no projeto local, e não no projeto nacional. Nosso candidato é o presidente Lula e isso é de conhecimento público, mas nosso trabalho é focado no projeto local. Eu vou conversar com qualquer presidente da República que ganhar a eleição.

O presidente Jair Bolsonaro venceu em 56 dos 78 municípios do Espírito Santo. O senhor faz parte do PSB, que está na chapa do ex-presidente Lula, mas sua campanha parece estimular esse voto 'Casanaro'. Essa é a estratégia?

Não estimulamos, mas temos aliados que votam em mim e no Bolsonaro desde o 1° turno. O PP é um exemplo. Temos uma ampla aliança no Estado. Tenho aliados que no 1° turno votaram no Ciro (Gomes) e na Simone (Tebet) também.

Diante da expressiva votação do Bolsonaro no Espírito Santo, apoiar o Lula pode prejudicá-lo?

Não estamos fazendo campanha colada em ninguém. Os partidos fazem a campanha dos seus candidatos à Presidência da República. A minha campanha debate o projeto local. O meu adversário se esconde atrás do presidente Bolsonaro porque não tem proposta para o Estado. Quem vai governar o Espírito Santo se eu vencer a eleição serei eu e não o presidente da República.

Como o senhor avalia a relação do governo capixaba com o presidente da República nos últimos quatro anos? Bolsonaro foi bom para o Espírito Santo?

Essa avaliação é o eleitor que deve fazer. Não me cabe fazer no meio do processo eleitoral. Tivemos uma relação institucional boa com os ministros do presidente Bolsonaro. Tive uma vez com ele em uma audiência pública tratando de temas do Estado. O estilo administrativo dele é de delegar aos seus ministros as tarefas. Não tive problema nenhum na relação com os ministros.

O senhor pretende fazer campanha na reta final com o ex-governador Geraldo Alckmin, que é do seu partido?

O Alckmin é uma figura muito boa, decente e equilibrada. Todos nós gostamos muito dele.

Como o senhor avalia a influência do voto religioso no Espírito Santo hoje?

É semelhante à média nacional. Tem influência. O debate religioso permeia o Brasil todo de forma muito superficial. Sou cristão católico. Tenho boas relações com as igrejas evangélicas. Esse assunto está nas campanhas e temos que tratar dele e conversar com os líderes das igrejas. Tenho feito isso e reafirmado os valores cristãos que a gente tem.

Em São Paulo, o candidato Tarcísio de Freitas prometeu tirar a câmera dos uniformes dos policiais. Qual a sua posição sobre esse tema?

Não temos câmeras na farda da PM no Espírito Santo. Eu coloquei minha equipe para debater esse assunto. Não tenho conclusão ainda. Preciso de uma análise técnica para poder tomar qualquer decisão.

Qual a sua principal proposta para um eventual segundo mandato?

Minha prioridade no segundo mandato será a educação. Estamos em um grande esforço para se recuperar dos efeitos da pandemia. Sabemos que temos muito trabalho pela frente. Temos a Escola do Futuro, voltada para o ambiente digital.

Nessa eleição houve uma onda de votos da direita no 1° turno que foi forte no Espírito Santo. Nesse cenário, tem sido difícil estar em um partido socialista? Isso tem sido usado contra o senhor?

Todos dos partidos progressistas recebem críticas e ataques dos adversários, mas como tenho uma história de vida muito conhecida da população capixaba, as pessoas sabem do meu equilíbrio. Isso ameniza as críticas.

Estadão
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