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Gleisi: PT definirá vice de Lula um dia antes de registro

Partido vai oficializar ex-presidente preso e condenado na Lava Jato como candidato neste sábado; registro deve acontecer dia 15

2 ago 2018
18h53
atualizado às 19h18
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A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o partido vai escolher um candidato a vice para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições 2018 apenas na véspera do registro da candidatura do petista, marcado para o dia 15 de agosto.

No sábado (4), o PT realiza sua convenção nacional para oficializar o nome de Lula, preso e condenado na Lava Jato, como candidato. Diante do fim do prazo para a escolha da chapa, no dia 5, Gleisi disse que o partido vai delegar à Executiva Nacional da legenda a escolha do vice até o dia 14, um dia antes do registro.

"Vamos remeter a decisão, por exemplo, do vice do presidente Lula, para a Executiva definir e (isso) deve ser feito na véspera da inscrição da candidatura", afirmou a presidente do partido, em Curitiba, após o ex-presidente receber a visita dos músicos Chico Buarque e Martinho da Vila na sede da Polícia Federal, onde está preso.

Gleisi Hoffman divulga vídeo direto de Havana, em Cuba, aos apoiadores de Lula
Gleisi Hoffman divulga vídeo direto de Havana, em Cuba, aos apoiadores de Lula
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão Conteúdo

A dirigente citou que o PT vai continuar buscando uma aliança com PCdoB e PDT, partidos que lançaram as candidaturas de Manuela D'Ávila e de Ciro Gomes, respectivamente. Gleisi citou que o PCdoB deixou aberta a possibilidade de uma aliança ao oficializar a candidatura da deputada gaúcha.

Já o convite para Ciro ser vice de Lula foi feito por Gleisi ao presidente do PDT, Carlos Lupi. A informação foi divulgada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e confirmada ao Broadcast Político pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integra a Executiva do partido. "Nós vamos convidá-lo formalmente para ser vice, com o Lula candidato", disse o parlamentar.

Pernambuco

Diante do acordo com o PSB que fez o partido ficar neutro na eleição presidencial, Gleisi disse que vai conversar com o diretório do PT em Pernambuco para amenizar o desgaste com setores do partido que discordam da retirada da candidatura de Marília Arraes para o governo do Estado.

A presidente do PT comentou que é "ruim" para o partido abrir mão da candidatura própria em Pernambuco, mas que o acordo foi necessário para resgatar um processo de união da esquerda na eleição presidencial.

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Estadão

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