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Dilma: The Economist é manifestação do sistema internacional

Revista criticou o atual governo dizendo que o Brasil terá o pior desempenho entre os países que compõem o Brics

16 out 2014 17h37
| atualizado às 18h01
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<p>Entrevista com a presidente, que estava agendada para as 15h30, atrasou por quase duas horas</p>
Entrevista com a presidente, que estava agendada para as 15h30, atrasou por quase duas horas
Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press

Em resposta à revista britânica The Economist, que publicou uma reportagem dizendo que o candidato do PSDB Aécio Neves “merece vencer” a disputa eleitoral com a petista Dilma Rousseff, a candidata à reeleição afirmou que todas as revistas têm o direito de ter seu posicionamento político. Ela disse ainda que não acredita que a publicação tenha sido “elitista”, mas mostra uma “manifestação do sistema financeiro internacional”.

“Eu acho que as revistas do mundo inteiro e as nacionais têm todo direito de tomar sua posição politica e levá-la ao conhecimento de seus leitores. Sei qual é a filiação da The Economist. Todo mundo sabe disso. Ela é uma revista muito ligada ao sistema financeiro internacional. Não diria uma manifestação de elitismo, mas uma manifestação do sistema financeiro internacional”, afirmou Dilma.

A edição para a América Latina da revista britânica leva o título “Porque o Brasil precisa mudar”. Para a publicação, a economia do País “estagnou e o progresso social diminuiu” no governo Dilma. Já Aécio Neves “provou que pode fazer suas políticas econômicas funcionarem”.

A The Economist criticou o atual governo dizendo que o Brasil terá o pior desempenho entre os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ficando à frente apenas da Rússia, em função das sanções econômicas que o país europeu tem sofrido. Além disso, a revista diz que o governo causou danos à Petrobras e à indústria de etanol, mantendo pressionado o “preço da gasolina para mitigar o impacto inflacionário de sua política fiscal frouxa”.

A entrevista com a presidente, que estava agendada para as 15h30, atrasou por quase duas horas. No site da campanha, o horário estava agendado, mas chegando ao Hotel Renassaince, na Alameda Santos, a assessoria comunicou que começaria apenas 16h. Exatamente neste horário os jornalistas se dirigiram para a sala onde aconteceria a conferência, mas a chegada da equipe do programa CQC da Rede Bandeirantes atrasou ainda mais a entrevista.

A assessoria de imprensa não permitiu que o jornalista do programa permanecesse na sala e o convidou a se retirar. O repórter argumentou, dizendo que também era jornalista e que tinha o direito de ficar no local, afirmando que não atrapalharia a coletiva e que só faria perguntas depois de todos os outros jornalistas se pronunciarem. Mesmo assim, o membro do CQC deixou a sala e só depois a coletiva pôde começar.

Após o primeiro turno das eleições ocorrido no domingo, 5 de outubro, ficou definido que a disputa para a Presidência da República terá segundo turno entre a candidata petista e o tucano. Dilma obteve 41,59% dos votos, ficando à frente de Aécio, que termina o primeiro turno com 33,55%. A candidata do PSB Marina Silva deixou a corrida presidencial com 21,32% dos votos, em terceiro lugar.

Nas disputas aos governos, 13 Estados e o DF enfrentarão segundo turno. Outras 13 unidades da federação escolheram seus governadores no primeiro turno.

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Fonte: Terra
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