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Data da sabatina de Jorge Messias para vaga no STF é definida

Entenda o cronograma de Jorge Messias no Senado e os bastidores políticos que envolvem a vaga aberta na Suprema Corte

9 abr 2026 - 17h11
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O caminho para o Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (09) com a oficialização do senador Weverton Rocha como relator da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias. O atual advogado-geral da União é a aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Segundo informações apuradas pelo portal g1, o parlamentar maranhense deve apresentar seu parecer técnico na próxima quarta-feira (15). A definição do relator acontece em um momento estratégico, logo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidir encaminhar a mensagem presidencial à Comissão de Constituição e Justiça.

Jorge Messias
Jorge Messias
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Perfil Brasil

A análise do colegiado está agendada para o dia 29 (29), data em que Messias enfrentará a sabatina dos senadores. Este gesto de Alcolumbre é visto como um movimento de aproximação com o Palácio do Planalto, ocorrendo após tensões sobre votações de vetos presidenciais. Para garantir sua cadeira na Corte, o indicado precisará convencer ao menos 41 parlamentares em uma votação secreta no plenário. O processo de indicação enfrentou um hiato de quatro meses, marcado por divergências políticas e pela preferência inicial de lideranças do Senado por outros nomes. No entanto, o próprio Messias liderou uma intensa agenda de reuniões, conversando individualmente com cerca de 70 senadores para pavimentar sua aprovação.

Natural de Pernambuco e com 45 anos, o indicado possui uma carreira sólida no serviço público iniciada em 2007. Mestre pela Universidade de Brasília, ele ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional e acumulou passagens por órgãos de peso como o BNDES e o Banco Central. Sua relação de confiança com o atual presidente vem de longa data, tendo ocupado funções jurídicas estratégicas em gestões anteriores do PT. Agora, ele se prepara para o rito final que pode transformá-lo no mais novo ministro do STF, trazendo consigo uma trajetória focada na representação jurídica da União e na assessoria direta da Presidência da República.

A votação na CCJ e o julgamento final no plenário podem ocorrer de forma sucessiva, garantindo agilidade ao processo de sucessão. Interlocutores afirmam que o envio oficial do nome partiu de um pedido do próprio Jorge Messias, que se sente seguro quanto ao apoio necessário para vencer a resistência de grupos oposicionistas. Enquanto o Senado se organiza para o rito, os bastidores de Brasília seguem movimentados pela influência que a nova composição da Corte terá em temas cruciais para o futuro político e jurídico do Brasil nos próximos anos.

Perfil Brasil
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