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Ciro Gomes: 'Lula quer se vingar do povo brasileiro'

Em agenda eleitoral nesta sexta, o candidato do PDT manteve tom de duras críticas ao ex-presidente

23 set 2022 - 16h42
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O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira, 23, que o postulante ao Planalto pelo PT e ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva teria "desejo de se vingar do povo brasileiro". Ciro concedeu entrevista coletiva após agenda eleitoral nesta sexta, a nove dias do primeiro turno da eleição de 2022.

"Todo mundo sabe que ele se corrompeu de forma deplorável e ele constrangedoramente sabe que eu vi de perto e que denunciei de perto para ele cada um desses episódios que o levaram para a cadeia", falou o pedetista.

Ciro Gomes em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira, 23, durante agenda de campanha. Foto: Felipe Siqueira/Estadão

Ciro, que, de acordo com dados do agregador de pesquisas do Estadão, está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 6%, não poupou críticas ao ex-presidente, acrescentando que, ao decidir por não ir ao debate que será realizado no sábado, 24, por meio de pool da imprensa em que o Estadão participa, mostra que tem o que esconder.

"Ele mente ao povo, falando que foi inocentado. Ele se aproveitou das leis, do dinheiro e das fragilidades de nossos tribunais e conseguiu o arquivamento do processo sem julgamento."

Segundo Ciro, ele vem sofrendo ataques especulativos "selvagens". "Se eu fosse irrelevante (no cenário das Eleições deste ano), a pancadaria não estaria desse jeito", concluiu.

As falas precederam o encontro de Ciro com representantes da CNT, em comitê de campanha eleitoral, na capital Paulista. Durante o encontro, o pedetista ouviu e discutiu propostas em relação aos modais de transporte.

Recentemente, a campanha de Lula tem pregado o "voto útil", em uma tentativa de vencer o pleito nacional em primeiro turno, o que afetaria diretamente o porcentual de votos de Ciro. Além disso, na última terça, 22, uma carta aberta, com lideranças da esquerda da América Latina, com nomes de peso como o vencedor do Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e o ex-presidente do Equador Rafael Correa, foi divulgada, pedindo ao pedetista que retire a candidatura à presidência em nome da "luta pela democracia".

Estadão
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