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Ciro Gomes discute ao vivo com jornalista no 'Roda Viva'; assista

Presidenciável se irritou ao ser interrompido por entrevistadores; "não é discurso, é entrevista", disse âncora

16 ago 2022 - 11h00
(atualizado às 16h55)
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Ciro Gomes
Ciro Gomes
Foto: Leonardo Benassatto / Reuters

Ciro Gomes, candidato à Presidência pelo PDT, bateu boca ao vivo com Vera Magalhães, âncora do programa de entrevistas Roda Viva, e demais jornalistas que participavam da atração dessa segunda-feira, 15.

O presidenciável se irritou ao ser interrompido com perguntas e ponderações da bancada de jornalistas e discutiu no meio do programa. 

"Candidato, eu preciso lhe interromper porque senão vira discurso e é uma entrevista", pontuou Vera. "Não é discurso, não, é uma resposta objetiva para uma pessoa que não ouviu o que eu falei para o outro", respondeu Ciro. O jornalista citado também se manifestou: "Ouvi sim [a pergunta]".

Ciro também chegou a interromper a âncora e questionou porque, segundo ele, estava sendo hostilizado na entrevista. "Não é hostilidade, senhor que foi hostil comigo, eu tentei lhe interromper por duas vezes e o senhor não permitiu", respondeu a jornalista. 

"Me interrompe cada vez que faço uma resposta complexa, por favor não me interrompa, faz um sinal que eu paro", seguiu Ciro. "É impossível não interromper, candidato, temos só duas horas [de programa]', rebateu Vera. O presidenciável, então, concordou, mas ainda pareceu aborrecido com a situação. 

Críticas a Bolsonaro e a Lula

Na entrevista, Ciro Gomes criticou tanto o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), quanto seu maior opositor, o ex-presidente Lula (PT). 

Para o candidato do PDT, Bolsonaro vai para a cadeia caso não consiga se reeleger. "Vai ser preso porque é um criminoso", disse o pedetista, durante o programa.

Em sua opinião, a motivação para prisão do chefe do Executivo estaria principalmente na atuação do governo durante a pandemia de covid-19. "Negacionismo, superfaturamento, roubalheira, botou o Brasil no fim da fila da vacina, briga com o Doria sobre vacina, matou o nosso povo", afirmou.

Ciro falou também durante o programa sobre uma pauta cara ao bolsonarismo: o armamento da população. O pedetista prometeu permitir que as pessoas possam usar armas na zona rural. "Na área rural, dentro do domicílio, eu considero razoável porque ali não tem um 190 para ligar. O exercício da autodefesa, infelizmente, é um imperativo das populações isoladas em bases rurais", ponderou.

O candidato disse, no entanto, que vai revogar todos os decretos de Bolsonaro que permitem o porte e a posse de armas em ambiente urbano. "Arma na rua vai ser só exclusividade da polícia. Andou na rua (com arma), vai ser apreendido", pontuou.

Sobre Lula, Ciro afirmou que o ex-presidente será o "maior estelionato eleitoral do planeta" caso eleito. O pedetista criticou o ex-aliado por alimentar a "expectativa de picanha e cerveja" na população e o discurso do combate ao fascismo, em detrimento do debate na campanha sobre a crise econômico-social que vive o Brasil.

"O aprofundamento dos ódios está produzindo o maior estelionato eleitoral da história brasileira. Se eu não conseguir salvar o Brasil dessa polarização odienta, se o Lula se eleger com a expectativa de picanha e cerveja que ele está deixando levar, como se a tarefa de parte de elite que está com ele dizendo que o problema é derrotar o fascismo, no dia seguinte, vai ser o maior estelionato eleitoral do planeta Terra".

Ciro ainda disse que a candidatura dele "não é fácil, mas necessária". "Bolsonaro e Lula são dois corruptores, dois corruptores e não estamos vendo isso porque o desespero da população é tão grande e a sensação cínica da elite que acha que a corrupção é natural", atacou.

Com críticas ao embate entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro em relação à manutenção do Auxilio Brasil, Ciro afirmou que pretende "acabar com essa molecagem política" e transformar sua proposta de um programa de renda mínima em um direito constitucional.

"Eu vou acabar com essa molecagem política, que eu conheço de perto, de humilhar o nosso povo na véspera de cada eleição, ou ameaçando fazer ou fazendo o sobro", disse o candidato.

Segundo Ciro, o programa batizado de Renda Mínima Universal Eduardo Suplicy, previsto no seu plano de governo, será uma das "três pernas do novo modelo previdenciário", assim sendo, "livre de ser de qualquer partido". (* Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Redação Terra
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