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Tebet confirma que deixará governo, diz que conversou com Lula sobre disputa ao Senado

30 jan 2026 - 13h05
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse nesta sexta-feira que deixará o governo para disputar a eleição de outubro, e afirmou que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de uma candidatura dela ‌a uma cadeira no Senado.

Em entrevista a jornalistas após participar de evento em São Paulo, Tebet se colocou à ‌disposição do projeto político liderado por Lula e disse que seu destino político está nas mãos do presidente. A ministra falou que deve ter uma conversa definitiva com Lula antes do Carnaval.

"Na conversa que tive com o presidente -- a primeira de pelo menos mais uma que terei, ou no final da semana que ‍vem, mas, com certeza, antes do Carnaval -- que eu deixo o Ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março, quando o presidente definir, porque o presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral, acha importante a minha candidatura. Discutimos com o presidente, começamos a ‌discutir apenas a minha candidatura ao Senado Federal", disse.

"Para mim, política é missão, ‌e eu disse para o presidente que a minha missão está acima da minha vontade política. A minha vontade passa a ser anulada, não tem mais que discutir aquilo que eu quero, mas aquilo que eu preciso fazer dentro de um processo", disse Tebet, acrescentando: "coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político".

A titular do Planejamento será apenas uma entre os vários ministros de Lula que deixarão o governo para disputar as eleições deste ano. Cerca de dois terços dos auxiliares diretos do presidente devem deixar seus cargos nos próximos meses para cumprir o prazo legal de desincompatibilização necessário para disputar as eleições.

Tebet disse que não tratou com Lula uma mudança de domicílio eleitoral para São Paulo ou uma troca de partido, deixando o MDB. A ministra, que já foi senadora pelo MDB de Mato Grosso do Sul, tem sido cotada para disputar uma cadeira de senadora representando São Paulo.

Ela afastou a possibilidade de disputar o governo paulista, apontando que o governo Lula tem dois nomes fortes para disputar o Palácio dos Bandeirantes: o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

A ministra disse ainda que ‌recebeu "lá atrás" um convite para se filiar ao PSB, afirmando ter boa relação com lideranças da legenda, como Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, a deputada federal Tabata Amaral (SP) e o prefeito de Recife e presidente nacional do partido, João Campos.

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