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Boulos aciona PF e cobra demissão de Eduardo Bolsonaro por articulações nos EUA

28 jul 2025 - 17h17
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O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) protocolou nesta segunda-feira (28) uma representação junto à Polícia Federal (PF) para pedir que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja demitido do quadro de servidores da instituição. O documento, endereçado ao diretor-geral Andrei Rodrigues, solicita a abertura de um processo administrativo.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Licenciado do cargo de escrivão da PF para exercer mandato parlamentar, Eduardo é acusado por Boulos de violar normas que regem os servidores públicos civis da União. A argumentação aponta supostas ações do deputado nos Estados Unidos, onde teria buscado apoio do governo americano para adotar sanções contra o Brasil e autoridades nacionais.

Atuação de Eduardo no exterior pode configurar crime contra a soberania nacional?

Segundo o texto encaminhado por Boulos, "é fato público e notório que o escrivão de polícia, ora afastado, Eduardo Nantes Bolsonaro, atualmente deputado federal licenciado, encontra-se nos EUA realizando articulações com o governo daquele país para a aplicação de sanções, taxações, penalidades econômicas e atos hostis contra o Brasil e contra autoridades nacionais".

A atuação, de acordo com o PSOL, fere princípios da administração pública e pode ser enquadrada como crime contra a soberania nacional. O deputado também menciona que Eduardo é investigado em inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR) sob suspeita de atentar contra o Estado Democrático de Direito.

O parlamentar psolista ressalta ainda que a legislação prevê demissão para servidores que cometerem atos de improbidade, lesão ao erário ou se utilizarem do cargo para benefício pessoal ou de terceiros, em prejuízo da função pública.

Na representação, Boulos também cita possíveis crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigações que envolvam organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele argumenta que a conduta do deputado licenciado agride diretamente o serviço público.

Na semana passada, Eduardo fez críticas à Polícia Federal, especialmente ao delegado Fábio Shor, responsável por parte das investigações da suposta tentativa de golpe. As declarações causaram incômodo na corporação e podem pesar no processo.

O pedido será analisado pela corregedoria da PF, que deve decidir pela abertura ou não de processo administrativo para avaliar a conduta do deputado.

Perfil Brasil
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