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Bolsonaro tem estado grave e precisará de nova cirurgia, dizem médicos

Segundo novo boletim médico divulgado nesta manhã, candidato do PSL permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UT)

10 set 2018
10h44
atualizado às 10h54
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O Hospital Albert Einstein divulgou na manhã desta segunda-feira, 10, novo boletim médico sobre o estado de saúde do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, vítima de um ataque com uma faca no dia 6, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Segundo os médicos, o deputado precisará de uma nova cirurgia de grande porte para reconstituir o trânsito de partes do intestino, afetadas pela facada. Seu estado ainda é grave e ele permanece na terapia intensiva.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) sofreu um ataque em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
O candidato Jair Bolsonaro (PSL) sofreu um ataque em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Foto: Flávio Bolsonaro / Divulgação / Estadão

Bolsonaro segue sem sinais de infecção e alimentando-se por via endovenosa. O candidato ainda sofre com paralisia intestinal, o que, segundo a equipe médica, é comum em casos assim.

O deputado também faz fisioterapia respiratória e motora.

Leia a íntegra do relatório:

"Passados quatro dias após o ferimento abdominal por arma branca, o estado do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, ainda é

grave e permanece em terapia intensiva.

O paciente tem uma colostomia, que foi feita em função de lesões graves do intestino grosso e delgado.

Será necessária nova cirurgia de grande porte posteriormente, a fim de reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia.

O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais.

Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje.

Permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia respiratória e motora, e alimentação exclusivamente parenteral (endovenosa).?

Médicos Responsáveis:

?Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião

Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista.

Diretor Superintendente:

?Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein."

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Estadão
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