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Alckmin busca voto de rivais 'inviáveis' nas eleições 2018

Campanha do presidenciável tucano no rádio tenta atrair eleitor de Marina Silva, Henrique Meirelles. Alvaro Dias e João Amoêdo

22 set 2018
05h11
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Um dia depois de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgar uma carta nas redes sociais na qual voltou a defender uma união de candidatos à Presidência contra aqueles que apostam em "soluções extremas", o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB nas eleições 2018, elogiou a iniciativa, mas disse que não pretende procurar seus adversários.

Enquanto FHC fala em unificar o centro, a campanha de Alckmin reforçou a narrativa do voto útil e passou a pregar que Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) não tem viabilidade eleitoral.

Em um comercial de rádio da coligação do PSDB exibido nos últimos dias, a senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata a vice de Alckmin, fez um apelo aos eleitores.

"O que é o voto útil? É você apostar em um candidato que tenha viabilidade. Junte aqueles que não conseguiram deslanchar até agora e coloque naquele que pode representar melhor a opção correta para impedir a radicalização que leve o País ao caos. Todos aqueles candidatos que estão no finalzinho das pesquisas, com 3%, 2% ou 1%, demonstraram que não conseguiram vencer etapas importantes. Voto útil é Geraldo agora", disse a senadora.

Em seguida, um jingle em ritmo sertanejo aponta nominalmente os adversários do tucano. "Marina, Meirelles, Amoêdo e Alvaro tem o seu valor, mas fique ligado na situação. Com Bolsonaro e Haddad não tem opção".

Segundo a campanha de Alckmin, o movimento que tenta unificar o centro não partiu do comitê tucano. Os aliados mais próximos do ex-governador não acreditam que os adversários desistirão no primeiro turno, e por isso deflagraram a ofensiva apelando diretamente pelo voto útil.

Reação. A iniciativa de FHC e a ofensiva de Alckmin em busca do voto útil geraram reações e explodiram pontes com os adversários do centro. A campanha de Marina Silva (Rede) foi que a reagiu de forma mais contundente. "Ninguém chama para tirar as medidas com a roupa pronta", disse Marina nas redes sociais.

Segundo o Estado apurou, a leitura na campanha da Rede é que o movimento foi equivocado e não havia nenhuma intenção genuína de unir o centro.

A campanha vem reafirmando que Marina não conversou e não deve conversar com ninguém a respeito de desistir de disputar o Planalto. Ela vem fazendo uma campanha contra o voto útil. "No primeiro turno, a gente vota no candidato dos sonhos", disse nesta semana. A ex-ministra caiu de 12% para 6% de intenções de votos, segundo o Ibope, em duas semanas.

As campanhas de Alvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo também rechaçaram apoiar Alckmin no primeiro turno e reforçaram a campanha contra o voto útil. Comerciais do tucano reforçaram o tom ameaçador ao abordar a possibilidade de um segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT).

Estadão
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