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Aécio associa marqueteiro da campanha de Dilma a nazistas

Para o candidato do PSDB, mentiras das quais afirma ser vítima podem ser comparadas a tática de ex-ministro da Informação do regime nazista

16 out 2014
17h17
atualizado às 17h40
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O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, concede entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (16), em São Paulo (SP). Aécio criticou a campanha de Dilma e os ataques no horário eleitoral
O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, concede entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (16), em São Paulo (SP). Aécio criticou a campanha de Dilma e os ataques no horário eleitoral
Foto: Alex Falcão / Futura Press

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, associou nesta quinta-feira o marqueteiro da campanha petista, João Santana, ao ex-ministro da Informação no regime nazista, Joseph Goebbels. 

Em entrevista coletiva, o tucano voltou a se queixar de mentiras das quais afirma ser vítima por parte da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Aécio acabara de ser questionado sobre o sumiço de relatórios técnicos do site do Tribunal de Contas do Estado de Minas, os quais Dilma sugeriu ao eleitor que consultasse durante debate na última terça-feira na TV Bandeirantes. Segundo a petista, Aécio e seu sucessor, Antonio Anastasia (PSDB), não investiram o mínimo de 12% da receita em saúde, como preconiza a Constituição Federal, além de supostamente terem destinado mais de R$ 7 bi da pasta para outras áreas.

Com volume de acessos elevado após a dica da candidata à reeleição, o site do TCE-MG ficou fora do ar por horas; quando retornou, veio sem os relatórios. Se esse sumiço não seria algo a se estranhar? “Não tenho a menor informação sobre isso. O que posso dizer sobre os R$ 7 bi que não teriam sido investidos em saúde é que é informação mentirosa; cumprimos o que definia o TCE de Minas como vários outros Estados fizeram antes da aprovação da Emenda 29”, declarou, para completar: “Cumprimos a lei em tudo. A presidente pode fazer o esforço que quiser, pode seguir seu marqueteiro, quem, na verdade, me parece discípulo de Goebbels – o ministro das Informações nazista, de (adolf) Hitler, para quem uma mentira repetida mil vezes se transforma em uma verdade”, atacou.

O tucano ainda minimizou o fato de as duas pesquisas divulgadas ontem, dos instituto Ibope e Datafolha, terem novamente mostrado empate técnico entre ele, dois pontos percentuais à frente, e Dilma. Aécio negou que sua candidatura esteja estagnada, mesmo com a série de apoios partidários – entre os quais, de siglas como PSB, PPS, PSDC e PSC –, de Marina Silva (PSB) e da família de Eduardo Campos, no Recife, nos últimos dias.

“Estou com mais de 17 pontos percentuais do que obtive no primeiro turno. Nunca achei que seria uma eleição fácil, talvez meus adversários tenham achado que seria. Esta é a eleição mais vergonhosa na história da democracia brasileira – Dilma perdeu a condição de debater temas”, definiu.

Amanhã, às 10h, em São Paulo, o tucano participa do primeiro encontro público de campanha ao lado de Marina. Segundo ele, o ato servirá para conversar “sobre a convergência das nossas propostas, para enfatizar o compromisso com a democracia, com as liberdades de expressão, sejam elas coletivas ou individuais”, resumiu.

Após o encontro com a ex-presidenciável, o tucano cumpre agendas de campanha na Bahia, em Salvador, e em Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba.

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Fonte: Terra
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