Veja como os eclipses podem cair na prova de física
Informação é poder. Muitos gostam de pensar que essa máxima é uma leida Era Digital, mas o fenômeno natural visto na Ásia e em boa parte daÁfrica na semana passada - um eclipse solar que rendeu boas fotos -foi uma das principais armas para quem desejava dominar seuscontemporâneos há milênios atrás.
» Veja vídeo e fotos do eclipse
Que tal ameaçar uma tribo inteira de"apagar" o Sol com um comando simples, caso sua autoridade fosse postaem dúvida? Essa era uma esperteza típica de sacerdotes que aprenderama calcular a ocorrência desses fenômenos - os eclipses foram usadospoliticamente e, hoje, podem servir paragarantir mais um acerto na prova de física, desde que o vestibulando saiba algunsconceitos básicos.
"Em primeiro lugar, o aluno tem que saber que a Terra gira em torno doSol e a Lua, em torno da Terra", diz, meio de brincadeira, meio sério,o professor de física do Anglo Vestibulares, Pierluigi Piazzi. Mas ofundamental é saber que o plano órbita da Terra em torno do Sol e oplano da órbita da Lua em torno da Terra não coincidem: a órbita lunarestá inclinada em quase seis graus.
"Se coincidissem, em toda lua nova haveria um eclipse solar e toda lua cheia haveria um eclipse lunar",diz Piazzi. Assim, os três corpos se alinham apenas de vez em quando. Quando a lua se coloca entre nós e o Sol, temos o eclipse solar. Quando a Terra encontra-se entre a Lua e o Sol, temos o eclipse lunar.
Mas os terráqueos - e os sacerdotes espertalhões de antigamente - sebeneficiam de uma gigantesca coincidência. Apesar de Lua e Sol teremtamanhos completamente diferentes, a proporção entre suas distânciaspermite que um obscureça o outro totalmente. "O Sole a Lua têm o mesmo tamanho visto da terra. Por isso, a lua é capaz detapar o Sol, mesmo sendo absurdamente menor", afirma Piazzi.