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Rio tem ensino de alto nível em escolas públicas "adotadas"

22 jun 2009 - 09h22
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A maioria tem mais de 20 anos, mas mantém a esperança de ser escolhida. Só no estado, 37 aguardam na fila de adoção. Três já estão praticamente apadrinhadas. Entre as que já foram adotadas, uma é recém-nascida, e outra acabou de completar um ano. Nenhuma delas é órfã. Todas são escolas da rede pública, que pertencem ao governo, mas nos últimos anos conquistaram a atenção da iniciativa privada. Através de suas fundações, empresas estão investindo recursos e tempo de seus funcionários para melhorar a qualidade do ensino brasileiro e assegurar para elas mesmas mão de obra qualificada.

A mais novinha é a primeira fábrica-escola de leite e derivados, que funcionará no Colubandê, em São Gonçalo. O Grupo Pão de Açúcar investiu R$ 6,8 milhões para erguer o Núcleo Avançado em Tecnologia de Alimentos (Nata), um complexo educacional, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, que nasce em agosto para 120 alunos de Ensino Médio, selecionados entre 1.108 inscritos. Ao fim de três anos, o estudante sairá com diploma de Técnico em Leite e Derivados.

Em 2010, haverá o de Panificação; e, em 2011, o de Embutidos e o de Manipulação de Vegetais. "Eles poderão sair empregados. O Pão de Açúcar tem muito interesse em absorver esses jovens nas suas lojas, porque falta formação técnica nestas áreas", afirma a secretária de Educação, Tereza Porto.

Adotada pela Oi Futuro, o Núcleo Avançado em Educação (Nave), na Tijuca, recebeu R$ 8 milhões para preparar jovens para o mercado de trabalho digital. "A educação é um dever de todos e é um excelente negócio de longo prazo para todo o País. Tenho certeza de que muitos inventores poderão sair do Nave", diz o vice-presidente do Oi Futuro, George Moraes, que vai investir este ano mais R$ 2,5 milhões na escola.

No primeiro ano, os 176 alunos já produziram simulações de jogos, animações e argumentos de roteiros digitais. "Aqui tudo é diferente. Vou cursar o técnico de Programação de Jogos Eletrônicos e quando me formar quero fazer faculdade de Ciência da Computação", diz Flávia Veloso Queiroz, 15 anos.

Estudantes do Colégio Pedro II do Centro recebem apoio do Instituto Light. A escola da rede federal e outras cinco públicas no entorno participaram do projeto Alegria de Ler, que resultou no lançamento do livro de poesias ¿Minha Rua¿. A Light doou acervo com 3 mil livros e computadores à biblioteca do Colégio Pedro II. A empresa abateu 80% dos recursos investidos do ICMS devido ao estado. "Não fazemos o papel do governo, mas nossa parte para melhorar as condições sociais. A médio prazo teremos consumidores mais conscientes", diz Luís Felipe Younes, coordenador da implantação da Light Voluntária.

Na Pavuna, uma relação de pai para filho já dura mais de 10 anos. "O nosso amor é antigo", brinca Vania de Almeida. Ela é diretora da Escola Municipal Grandjean de Montigny, apadrinhada pela fábrica de Tubos e Equipamentos Apolo. Enzo, 4 anos, faz parte do pelotão mirim da escola que desfila com a banda. Uniformes, instrumentos e bandeiras foram pagos pela metalúrgica, que também cedeu tubos de aço e tela para a quadra esportiva. Pais ganham cestas básicas. Em troca, devem assistir a palestras educativas na fábrica.

Projeto para conter evasão escolar
A cada ano, quase dois milhões de estudantes largam a escola antes de concluir o Ensino Médio. Um projeto do Instituto Unibanco, batizado de Entre Jovens, trabalha para conter essa evasão escolar. Este ano, o Instituto investiu R$ 2 milhões para atender 17 mil alunos em 33 escolas estaduais do Rio, São João de Meriti, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

O estudante de Licenciatura Flávio Lopes de Oliveira, 25, é um dos 400 universitários que recebem ajuda de custo de R$ 250 mensais para dar aulas em turmas do 1º ano do Ensino Médio. Flávio ensina Matemática na Escola Estadual Ruy Barbosa, em Duque de Caxias. Como ele, os tutores relembram matérias que os estudantes não aprenderam em séries anteriores e que são necessárias para compreender disciplinas do Ensino Médio, como Física e Química. A iniciativa já beneficiou mais de 4,4 mil estudantes cariocas em 2008.

"A educação é prerrogativa do governo. Nós desenvolvemos programas complementares que podem ser adotados por outras redes de ensino", diz a superintendente-executiva Wanda Engel.

Iniciativas melhoram a imagem institucional
Apoiar ações sociais melhora a imagem institucional das empresas, favorece a relação com a comunidade no seu entorno, contribui para o trabalho em equipe e motiva os funcionários. Os benefícios foram apontados num estudo que mapeou a participação de 1.100 empresas que de alguma forma incentivam o trabalho voluntário entre seus empregados.

De acordo com o Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, elaborado pela ONG Rio Voluntário, a maioria (72%) das empresas apoia projetos na área de educação, atendendo crianças e adolescentes, principalmente em escolas da rede pública. Empresas que tenham interesse em apoiar uma unidade escolar podem entrar em contato com a Secretaria Estadual de Educação que criou o programa Adote uma Escola. O edital e as escolas disponíveis para adoção estão no site da secretaria (www.educacao.rj.gov.br).

A Prefeitura do Rio também trabalha em parceria com a iniciativa privada. A ONG Rio Voluntário(www.riovoluntario.org.br/seja_voluntario/cadastro.shtml) faz o encaminhamento de empresas para escolas.

Fonte: O Dia
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