Revalidação não resolveria falta de médicos no País, diz ministério

Médicos estrangeiros serão supervisionados e avaliados por brasileiros; programa abrirá 10 mil vagas para médicos em áreas carentes do País

8 jul 2013
14h46
atualizado às 15h09
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O governo federal vai abrir cerca de 10 mil vagas para médicos para atuação exclusiva na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios de interior e no Norte e Nordeste do País. O salário deles deve ficar em torno de R$ 10 mil. A carga horária e outros detalhes serão anunciados nesta tarde pela presidente Dilma Rousseff, no lançamento do Programa Mais Médicos.

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Uma pauta em comum entre os médicos que se manifestaram em todo o País na semana passada foi a exigência de revalidação do diploma estrangeiro
Foto: Felipe Carneiro / Futura Press

Inicialmente, as vagas serão destinadas a profissionais com diploma obtido no Brasil ou validado pelo Revalida. Caso esses profissionais não preencham todas as vagas do programa, o governo anunciará um "trâmite diferenciado" para trazer médicos diplomados em outros países.

Nesse caso, o Ministério da Saúde adiantou que o contrato será temporário - de, no máximo, três anos. Além disso, os diplomas estrangeiros devem ter origem em "universidades reconhecidas internacionalmente".

"Se o exame fosse realizado, não poderíamos determinar onde esse profissional poderia atuar, o que, possivelmente, não resolveria o problema instalado de falta de médicos nas regiões mais carentes do País", explicou, em nota, o Ministério da Saúde, para justificar a dispensa do Revalida.

O médico estrangeiro, ao chegar ao Brasil, passará por três semanas de treinamento e avaliação, para capacitar-se em língua portuguesa e em saúde básica.

A vinda de médicos com diploma estrangeiro sem a a aprovação no Revalida foi motivo de diversas manifestações em todo o País. Para os contrários à proposta, é um risco para a saúde pública trazer médicos que não conhecem a realidade brasileira. "Nós não vamos permitir que a população brasileira seja atendida por médicos desqualificados e que não tiveram a sua competência avaliada", disse Roberto d'Ávila, presidente do Conselho Federal de Medicina

Para o Ministério da Saúde, faltam médicos no País, embora as entidades digam que os médicos brasileiros não preenchem vagas em determinados locais por falta de estrutura, e não porque estão em número insuficiente.

Contra estrangeiros e por mais verba no SUS: médicos protestam no País

Agência Brasil Agência Brasil

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