Protesto da UNE na sede do MEC em Brasília termina em confusão

Estudantes disseram que ato era pacífico contra proposta de cobrança de mensalidade em universidades. Ministério diz que bloqueio foi furado e policiais foram agredidos

17 jul 2019
01h48
atualizado às 02h00
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Um protesto convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra a cobrança de mensalidades em universidades públicas terminou em confusão na tarde desta terça-feira, 16. O ato ocorreu em frente à sede do Ministério da Educação (MEC) em Brasília. Os jovens dizem ter sido "covardemente agredidos" durante a manifestação pacífica. Já o MEC diz que os alunos furaram um bloqueio na porta do prédio, feriram dois policiais e picharam uma viatura. Gás lacrimogênio foi usado para dispersar um movimento e um jovem foi detido.

De acordo com a UNE, o protesto foi convocado para esta terça, pois a proposta de cobrança de mensalidade supostamente seria discutida por reitores das universidades federais em reunião no MEC. "Nós estávamos aqui pacificamente para demonstrar a nossa indignação com quem tira dinheiro da educação e quer privatizar a universidade pública e a polícia quis nos tirar a força da frente do MEC", disse o presidente da UNE, Iago Montalvão, em comunicado público.

"Nos agrediram de forma brutal e covarde, mas nós vamos continuar aqui para demonstrar nossa indignação não só com quem corta da educação, mas com quem também é autoritário e não aceita uma manifestação democrática", acrescentou.

O ministério, em nota, disse repudiar o "ato violento", referindo-se à manifestação dos estudantes. "A atual gestão do MEC, embora esteja aberta ao diálogo, esclarece que não houve contato de representantes do grupo para uma conversa com gestores do Ministério. O MEC presta todo o apoio à Polícia Militar do Distrito Federal e aos policiais lesionados."

Em vídeo publicado no Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, aparece ao lado de policiais elogiando a operação. "Estou aqui na 5.ª Delegacia de Polícia de Brasília para agradecer a PM do Distrito Federal, e em particular o major Perez e o cabo João Otávio. Os dois foram covadermente agredidos hoje por duas pessoas que participava da manifestação organizada pela UNE", disse.

"Quer se manifestar democraticamente? Você é muito bem-vindo. Quer falar alhos e bugalhos ao meu respeito? Está no seu direito. Agora, destruir propriedade pública, que foi o caso da viatura de polícia, que esses dois meliantes fizeram, agredir fisicamente o major Perez ou o cabo João Otávio, está errado", completou.

Estadão
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