Pesquisa aponta desvalorização do diploma no Reino Unido
Levantamento mostrou que mais da metade dos britânicos acreditam estar em empregos que não exigem graduação
Mais da metade dos graduados do Reino Unido trabalha em um cargo no qual acreditam não haver a necessidade de diploma, é o que mostra uma nova pesquisa divulgada pelo site do jornal britânico Independent.
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O levantamento, conduzido pela Accenture Strategy, ouviu mil estudantes que vão se formar este ano, e mais mil que conquistaram o diploma em 2013 e 2014.
Deste último grupo, 60% afirmaram que estão em um subemprego ou trabalhando em um cargo que não exige graduação. O contraste ficou evidente diante do grupo que se forma este ano – 77% deles acreditam que a educação pode prepará-los melhor para o mercado de trabalho.
Além disso, apenas 16% deste grupo esperam ganhar 19 mil libras por ano (aproximadamente R$ 92 mil) ou menos em seu primeiro trabalho; enquanto que apenas um quarto dos já formados afirmam ter um salário nesta faixa.
O estudo mostrou ainda que 72% do grupo de 2015 esperam um trabalho em tempo integral, ao passo que 58% do outro grupo se sentem capazes para posições que exijam esta permanência no posto.
Finalmente, 80% dos alunos de 2015 consideram a oferta de vagas em sua área pretendida antes de escolher seus cursos; mas apenas 55% dos formados em 2013 e 2014 estão atualmente trabalhando no campo escolhido.
A diretora da empresa que encomendou a pesquisa, Payal Vasudeva, diz que os estudantes deste ano esperam boas oportunidades de trabalho e que os empregadores providenciem treinamento, mas muitos permanecem insatisfeitos com sua situação profissional. “Como resultado, um grande número volta para a universidade para conseguir melhores empregos”, acrescenta.
Na busca pelo trabalho dos sonhos, 28% dos que se formam em 2015 disseram que não procuram oportunidades fora do país, contra 19% do outro grupo.
Enquanto 40% do grupo de 2015 diz que faria um estágio não remunerado caso estivesse sem emprego, Payal adverte às empresas sobre as consequências disso. “Empregadores que falham em criar programas de desenvolvimento de carreira e em deixar um caminho claro para o avanço estão perdendo uma tremenda oportunidade de atrair e reter os melhores talentos.”