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Operação monitora 15 casos de radicalização de jovens para ataques a escolas

Desde 2001, Brasil teve cerca de 36 ataques; governo busca identificar e responsabilizar indivíduos

16 abr 2024 - 20h08
(atualizado às 21h26)
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Após quase um ano de plano para destravar construções, movimento segue “parado”
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Foto: Reprodução/Getty Images

O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem acompanhado 15 casos de indivíduos que estariam envolvidos na radicalização de jovens, que poderiam causar ataques a escolas. Desde 2001, data do primeiro caso, o País já sofreu cerca de 36 ataques escolares. 

Ação faz parte da Operação Escola Segura, que foi lançada em abril do ano passado, e tem como objetivo ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar. A iniciativa possui um canal para denúncias, que podem ser feitas diretamente pela internet, e tem ajudado o órgão a interceptar casos. 

De acordo com um balanço divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, entre 6 de abril de 2023 e janeiro deste ano, a operação recebeu 9.486 denúncias, sendo 12 delas tentativas de ataque e sete efetivadas. Nesse período, houve 401 apreensões de menores de 18 anos, 388 mandados de busca e apreensão executados, e 917 conteúdos removidos das redes sociais.

Segundo os dados, levantados pelo grupo Gepem, formado por pesquisadores da Unicamp e da Unesp, dos 36 ataques em escola, quase 60% aconteceram no pós-pandemia. A partir de fevereiro de 2022, quando as unidades reabriram, ocorreram 21 ataques com 11 mortes. 

Por meio das ações da operação, o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, descobriu vários outros casos que vão além da escola e também ameaçam crianças e adolescentes. Por exemplo, meninas ameaças e escravizadas em ambientes online, sendo forçadas a praticar automutilação ou atos sexuais, além de casos de maus-tratos a animais. 

Em parceria com a Polícia Federal, Polícia Civil e o Ministério Público, a operação busca identificar os indivíduos que possam apresentar riscos para crianças e adolescentes e antecipar possíveis cenários. 

Ao jornal, o delegado Alessandro Barreto, coordenador do Ciberlab, afirmou que há grupos dispersos no Brasil planejando ataques em escolas e, atualmente, um dos alvos de investigação é a presença de pessoas mais velhas influenciando jovens a perpetrar atentados. 

O delegado afirma ainda que, embora haja avanços, ainda há pontos a melhorar. Entre eles, o repasse de informações que possam ajudar a identificar uma possível autoria criminosa. 

Fonte: Redação Terra
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