No Dia do Professor, Turma da Mônica homenageia educadoras que marcaram a História

Jaqueline Conceição, Anne Sullivan, Emília Ferreiro e Maria Montessori passam a integrar o projeto Donas da Rua, que destaca mulheres importantes em seus campos de atuação

15 out 2020
11h10
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Para celebrar o Dia do Professor neste 15 de outubro, a Turma da Mônica destaca a trajetória de quatro educadoras que, com sua atuação, deixaram uma marca positiva na História. Uma delas é a brasileira Jaqueline Conceição, doutoranda em antropologia social que defende a representatividade por meio da educação. As demais homenageadas são a norte-americana Anne Sullivan, a argentina Emilia Ferreiro e a médica italiana Maria Montessori. Todas elas são retratadas pelas personagens criadas pelo cartunista Mauricio de Sousa.

As quatro mulheres passam a integrar o hall do Donas da Rua da História, um projeto da Mauricio de Sousa Produções que, com o apoio da ONU Mulheres, dá visibilidade a figuras femininas do passado e da atualidade. O objetivo é promover a igualdade de gênero no ambiente de trabalho, no mercado e na comunidade. Uma das mais recentes homenageadas foi a médica Ho Yeh Li, que coordenou a repatriação de brasileiros que estavam em Wuhan quando a pandemia da covid-19 teve início na província chinesa.

Desta vez, para comemorar a importância dos professores, a iniciativa incluiu a educadora e empreendedora Jaqueline Conceição, que é representada pela personagem Milena. Ela acredita e trabalha por uma educação que liberta, emancipa e traz diversidade, o que possibilita a construção de um mundo mais justo. A professora incentiva escolas e empresas a criarem mecanismos que fortaleçam a presença e reconheçam os importantes feitos realizados por pessoas negras. Jaqueline desenvolveu a Casa Preta, um espaço de formação para professores, estudantes, pesquisadores, ativistas e pessoas interessadas em discutir a educação antirracista.

Outra professora que fez história foi Anne Sullivan, criadora de um método revolucionário de ensino pautado pela inclusão. Representada por Dorinha, ela foi responsável por educar a então adolescente Helen Keller, que ficou cega e surda com menos de dois anos de idade. A educação foi realizada por meio da língua de sinais por intermédio do tato.

Isso permitiu a Helen ser a primeira pessoa surdo-cega da história a obter título de bacharelado. Já no final da vida, a educadora recebeu o reconhecimento da Temple University, do Instituto Educacional da Escócia e da Fundação Memorial Roosevelt, além de ter sua história eternizada no filme O Milagre de Anne Sullivan (1962), protagonizado por Anne Bancroft.

A terceira homenageada da Turma da Mônica, interpretada por Magali, é Maria Montessori, que deu destaque à auto-educação do estudante. Ela acreditava que o potencial de aprender está em cada um de nós e, portanto, sua metodologia tinha como base a observação de que crianças aprendem melhor pela experiência.

Por fim, Emilia Ferreiro é apresentada nos traços de Rosinha e ganhou espaço nessa homenagem por revolucionar a alfabetização. Psicóloga e pedagoga, ela realizou profundos estudos sobre o método de aprendizagem da leitura e escrita, tornando-se referência para o ensino brasileiro. Emília também defendia que as crianças aprendem tendo um papel ativo no aprendizado. Atualmente, é professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, na Cidade do México.

Mônica Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, é criadora do projeto Donas da Rua e afirma que homenagear essas mulheres é registrar o reconhecimento de sua importância. "É fundamental evidenciar nomes de mulheres tão importantes na história da educação do Brasil e do mundo. Jaqueline, Emilia, Maria e Anne são apenas quatro de tantos profissionais da educação que escolheremos para representar a importância do papel dos professores e professoras, que são peças fundamentais para a sociedade, principalmente no que diz respeito à formação do cidadão", disse.

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Estadão
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