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Mesmo após liberação, prédio da UNE no Rio não sai do papel

30 ago 2012 - 09h38
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Diogo Alcântara e Marcus Vinicius Pinto
Direto de Brasília e Rio de Janeiro

O dinheiro já saiu desde 2010, os licenciamentos também mas a obra da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro parece longe de ter um começo feliz. Parte do dinheiro necessário para a obra do local, R$ 30 milhões, foi liberada ainda no governo Lula, mas até agora no local não há nenhuma movimentação que indique qualquer construção.

Mesmo após a liberação do dinheiro em 2010, a obra da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro parece longe de começar
Mesmo após a liberação do dinheiro em 2010, a obra da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro parece longe de começar
Foto: Daniel Ramalho / Terra

No entanto, para o presidente da entidade, Daniel Iliescu, tudo está certo. "Aquela imagem clássica que a gente tem de peão, poeira subindo, quebradeira, isso deve acontecer em duas, três semanas, porque precisam podar quatro árvores e demolir as estruturas que já estão montadas. Então, para tudo isso, exige-se um certo licenciamento", disse ao Terra na semana passada em Brasília. Mas a única movimentação no local, por enquanto, é de uma vigilante que fica lá apenas durante o dia. Até o posto de confeccão de carteiras foi transferido para o centro da cidade.

De acordo com Daniel Iliescu a licença das obras foi expedida no último dia 2 de agosto. O arquieteto João Niemeyer, do escritório responsável pelo projeto, confirmou que tudo está resolvido. "Se a obra tiver que começar daqui a 30 minutos, tudo bem", afirmou Niemeyer. Mas um funcionário da construtora WTorre, responsável pelas obras, e que preferiu não se identificar, disse que por enquanto não existe nenhum previsão para o ínicio das obras. "A previsão que a construtora nos dá é que as obras sejam concluídas em até 24 meses: o prédio, o centro cultural. Eles têm obrigação contratual de terminar em até 24 meses, mas eles fazem uma promessa de tentar terminar em 18" justificou Iliescu.

A União Nacional dos Estudantes recebeu do Governo Federal R$ 30 milhões no fim do governo Lula e ainda falta receber mais R$ 14 milhões da indenização e que serviria para pagar a obra. "É uma dívida que o Estado tem com a UNE e não tenho dúvidas que o recurso vai ser depositado", afirmou. Quando o novo prédio da UNE sair do papel, a entidade vai ter duas sedes: uma no Rio e outra em São Paulo, que já existe e será mantida. A sede do Rio prevê duas salas de cinema, teatro, museuda memória do movimento estudantil, biblioteca, livraria e café. Mas até agora nada acontece no local. "Teoricamente, podemos afirmar que já está em obras" disse o presidente da UNE.

O prédio da UNE na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi doado à entidade pelo presidente Getúlio Vargas em 1942, e palco de articulação estudantil e protestos até 1964, quando foi incendiado um dia depois do Golpe Militar. Na década de 80 o prédio foi demolido, virou estacionamento e foi recuperado pela entidade em 2007.

Fonte: Terra
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