Líder em educação, Cingapura chama atenção para estresse no ambiente escolar

Cidade-estado lançou uma reforma que busca reduzir o estresse dos estudantes

3 jul 2019
03h41
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CINGAPURA - Líder em rankings mundiais que medem a qualidade da educação, Cingapura lançou uma reforma para tentar reduzir o estresse no ambiente escolar, dado o grande número de crianças que são vítimas de ansiedade desde a escola primária.

Os objetivos imediatos incluem a eliminação de alguns testes e a modificação do currículo escolar, considerado muito rígido. "Devemos equilibrar a diversão do aprendizado e o rigor da educação", apontou o ministro da Educação, Ong Ye, ao anunciar as mudanças ao Parlamento.

Desde a independência, em 1965, Cingapura tornou a educação uma prioridade. A cidade-estado domina os estudos realizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avaliam os sistemas educacionais de dezenas de países. Mas a OCDE também detectou taxas mais elevadas de estresse nos estudantes de Cingapura do que a média, informação que coincide com um estudo interno.

A busca pela excelência na escola pesa na saúde mental dos alunos e faz com que existam numerosos casos de suicídio. A ansiedade está presente durante todo o ano, mas quando os exames estão próximos, os pedidos de ajuda dos estudantes em estresse profundo se multiplicam.

"Nos últimos anos (...) tenho visto mais e mais adolescentes vindo de escolas com boa reputação, mas eles são dominados pelo estresse", disse Lim Choon Guan, do Instituto de Saúde Mental, em Cingapura. Ele observa que esse fenômeno pode estar relacionado à pressão excessiva fornecida pelos funcionários da escola.

Para reduzir a pressão escolar, as autoridades pretendem suprimir certos exames tanto no ensino primário como no secundário. A reforma também prevê uma seleção de alunos com base em um pequeno grupo de disciplinas, como matemática e ciências.

Ao mesmo tempo, todos serão nivelados para a educação artística e musical, bem como a educação física. "A reforma reconhece certos efeitos prejudiciais que a seleção pode ter sobre os estudantes", disse Jason Tan, especialista do Instituto Nacional de Educação. / AFP

Estadão
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