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Haddad descarta federalização de universidades

17 ago 2011 - 18h00
(atualizado às 18h47)
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Daniel Favero
Direto de Porto Alegre

Um dia após o anúncio da criação de quatro novas universidades, o ministro da Educação Fernando Haddad descartou nesta quarta-feira a possibilidade de federalização de instituições já existentes. A declaração acaba com as expectativas da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), cuja campanha para se tornar federal contava inclusive com o apoio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alvaro Toubes Prata.

O ministro da Educação Fernando Haddad esteve em Porto Alegre para a assinatura de Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica
O ministro da Educação Fernando Haddad esteve em Porto Alegre para a assinatura de Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica
Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini / Divulgação

Segundo o ministro, isso já não deu certo no passado. "Há passivos trabalhistas, problemas com estudantes, questão de concurso público. O Ministério Público já incidiu nesses casos. O que nós fazemos é implantar um campo federal, contratar por concurso e fazer processo seletivo para evitar qualquer tipo de vantagem indevida para quem quer que seja", explicou. A declaração foi dada após assinatura de Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica em Porto Alegre (RS).

No dia 11, o reitor da UFSC chegou a divulgar nota de apoio à intenção de Furb, e em Blumenau (SC), centenas de pessoas participaram de manifestações a favor da federalização.

Haddad, contudo, falou que há possibilidade de, no futuro, patrocinar instituições para a abertura de mais vagas. "Reforçamos os institutos federais. A decisão da presidente Dilma, no que diz respeito a universidades, foi corrigir um déficit em alguns estados da federação que contavam com vagas muito aquém da média nacional. Nós temos uma vaga para cada 1 mil habitantes no País, em média, e sete Estados estavam abaixo disso. Então, estamos corrigindo essa distorção. Isso não impede que venhamos a deflagrar uma expansão orgânica, não criando novas universidades, mas patrocinando as já existentes para a criação de novas vagas".

As medidas anunciadas fazem parte da terceira fase do programa de expansão da Rede Federal de Educação Superior do governo.

Fonte: Terra
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