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'Geração nem-nem': um a cada cinco jovens não estuda e nem trabalha no Brasil

Dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. Busca por ocupação é principal fator para abandono escolar, mas nem sempre emprego é alcançado

7 jun 2023 - 10h10
(atualizado às 11h26)
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Os gabaritos das provas objetivas serão publicados no dia 24 de novembro no portal do Inep
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil / Perfil Brasil

Dos 49 milhões de brasileiros na faixa dos 15 aos 29 anos em todo o País, 20% não estudam nem trabalham - um porcentual um pouco menor do que o de 2019, quando o número chegou a 22,4% -, mas, ainda assim, considerado muito alto. Essa é a chamada geração nem-nem: nem estuda nem trabalha. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) - Educação, 2022, divulgada nesta quarta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda nesta faixa etária (15 aos 29 anos), 15,7% dos jovens estavam ocupados e estudando, 25,2% estudavam, mas não trabalhavam e 39,1% estavam ocupados e não estudavam. Quando perguntados sobre o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado a escola, esses jovens apontaram a necessidade de trabalhar como fator prioritário (40,2%), ainda que nem sempre consigam arrumar emprego. A gravidez (22,4%) e a necessidade de realizar tarefas domésticas ou cuidar de outras pessoas (10,3%) foram outras razões que apareceram com frequência entre as mulheres.

A PNAD - Educação traz informações atualizadas sobre os níveis de educação no País em todas as faixas etárias a partir dos cinco anos de idade. A despeito de a situação na área ainda estar longe da ideal, os números mostram que, de forma geral, vem melhorando ano a ano.

No Brasil, em 2022, havia 9,6 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o equivalente a uma taxa de analfabetismo de 5,6% - uma redução de 0,5 ponto porcentual em relação a 2019, o que corresponde a uma queda de pouco mais de 490 mil analfabetos em 2022. O analfabetismo está diretamente associado à idade no País. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.

Em 2022, eram 5,2 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 16,0% para esse grupo etário. Ao incluir, gradualmente, os grupos etários mais novos, observa-se queda no analfabetismo: para 9,8% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,8% entre aquelas com 25 anos ou mais e 5,6% entre a população de 15 anos ou mais. Esses resultados indicam que as gerações mais novas estão tendo um maior acesso à educação e sendo alfabetizadas ainda enquanto crianças

Pela primeira vez, mais da metade da população de 25 anos ou mais (53,2%) havia concluído a educação básica obrigatória, ou seja tinham o ensino médio completo. O trabalho destaca também o aumento do porcentual de pessoas com o ensino superior completo, que subiu de 17,5% em 2019 para 19,2% em 2022.

A taxa de escolarização de pessoas de 6 a 14 anos de idade em 2022 alcançou 99,4% - o equivalente a 26,2 milhões de estudantes - um patamar elevado que vem se mantendo alto desde 2016, muito próximo da meta de universalização do ensino do Programa Nacional de Educação. A taxa de escolarização entre os jovens de 14 a 17 anos aumentou 2,2 pontos porcentuais de 2019 a 2022, alcançando 92,2%.

As pessoas de 18 a 24 anos são aquelas que, idealmente, estariam frequentando o ensino superior se tiverem completado a educação básica na idade adequada, segundo o trabalho do IBGE. No entanto, essa nem sempre é a realidade brasileira. O estudo mostra que, nesta faixa etária, 30,4% estavam sendo escolarizadas em 2022 (número parecido ao registrado em 2019). Deste total, no entanto, somente 20,8% frequentavam cursos de educação superior. Os demais 10,3% estavam atrasados, cursando ainda a educação básica.

Estadão
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