Faculdade de Medicina da USP critica projeto do governo sobre médicos

A universidade disse que faltou diálogo com as instituições de ensino e entidades médicas e pede a retirada de pauta do programa Mais Médicos

16 jul 2013
09h53
atualizado às 09h53
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A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) criticou o programa Mais Médicos, lançado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada e que, além da contratação de médicos estrangeiros, prevê a ampliação em dois anos do curso de medicina e a criação de novas vagas em instituições públicas e privadas. Em nota, a direção da faculdade disse que está "preocupada" com os impactos das medidas na formação médica no Brasil e na qualidade do atendimento à população.

<p>Cerca de 200 médicos se concentraram nesta quarta-feira em frente ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto, em Brasília, para protestar contra a "importação" de profissionais estrangeiros sem prova de revalidação do diploma</p>
Cerca de 200 médicos se concentraram nesta quarta-feira em frente ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto, em Brasília, para protestar contra a "importação" de profissionais estrangeiros sem prova de revalidação do diploma
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Sobre a ampliação na duração do curso de medicina, que passará a contar com um estágio obrigatório de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), a USP disse que a proposta só servirá para atrasar a formação médica. "Se a questão é a falta de médicos, o adiamento de sua formação irá piorar o quadro atual. Se a questão é distribuição dos médicos por todas as regiões do Brasil, a MP não oferece respostas para a migração desses estudantes com a necessária supervisão desses alunos", diz a nota.

A instituição afirmou ainda que a vinda de médicos estrangeiros para o País sem precisar passar pela revalidação do diploma expedido no exterior representa um "risco" à saúde da população. "Sem uma avaliação criteriosa, não há como garantir que esses profissionais tenham condições de atendimento à população". A faculdade alerta que é preciso definir quem fará a fiscalização da atuação desses médicos.

Infográfico: Revalidação do diploma médico

Conheça a história de médicos brasileiros que se graduaram fora do País e por que é necessário revalidar o diploma para poder trabalhar no Brasil

 

Ao afirmar que o problema da saúde pública está na falta de uma política adequada, com investimentos em infraestrutura e um plano de carreira para a fixação dos profissionais no interior, a Faculdade de Medicina ainda aproveitou para criticar a de diálogo do governo com as entidades médicas e as instituições de ensino. "A proposição de medidas com tal impacto sem a prévia consulta aos setores envolvidos (associações de classe, academia, gestores, classe política, entre outros) representa política impositiva, sujeita a vários erros técnicos e políticos e o consequente descrédito dos propositores frente à população".

A instituição também aproveitou para cobrar do governo federal a retirada de pauta do Congresso Nacional da medida provisória do programa Mais Médicos, além da constituição de uma comissão envolvendo o governo, entidades médicas, escolas de medicina e lideranças estudantis para elaborar uma proposta "factível e viável para a saúde pública do Brasil". 

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Fonte: Terra
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